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Dívida Pública Federal sobe 2,61% em junho e atinge R$ 9,27 trilhões

Publicado em: 03/08/2026 02:00
Dívida Pública Federal sobe 2,61% em junho e atinge R$ 9,27 trilhões
A Dívida Pública Federal (DPF) encerrou junho de 2026 em R$ 9,268 trilhões, alta de 2,61% ante maio, quando somava R$ 9,033 trilhões. O aumento de R$ 235,74 bilhões decorreu de emissão líquida de R$ 142,25 bilhões e da incorporação de R$ 93,48 bilhões em juros. O Tesouro Nacional também registrou maior procura por títulos pós-fixados, elevando a participação dos papéis vinculados à Selic para 49,32% do estoque, próximo do limite máximo de 50% previsto no Plano Anual de Financiamento. A dívida interna alcançou R$ 8,921 trilhões, equivalente a 96,25% do total, com alta de 2,63% no mês. As emissões de títulos domésticos somaram R$ 149,49 bilhões, com destaque para as Letras Financeiras do Tesouro (LFT), que movimentaram R$ 93,83 bilhões. Já a dívida externa cresceu 2,12%, para R$ 347,71 bilhões, impulsionada pela valorização de 2,37% do dólar no período, mesmo com resgate líquido de R$ 1,10 bilhão. O custo médio da DPF em 12 meses subiu de 12,31% para 12,68% ao ano, enquanto o prazo médio recuou de 4,07 para 4,01 anos. Os vencimentos previstos para os próximos 12 meses somam R$ 1,860 trilhão, ou 20,07% do estoque. A reserva de liquidez, por sua vez, cresceu 11,17% em junho, para R$ 1,347 trilhão, suficiente para cobrir 8,33 meses de vencimentos, o que reduz o risco imediato de refinanciamento. A composição da dívida segue dentro das faixas do Plano Anual: títulos flutuantes, 49,32%; corrigidos por índices de preços, 25,90%; prefixados, 21,04%; e cambiais, 3,74%. Contudo, a concentração em papéis atrelados à Selic aumenta a sensibilidade do custo da dívida às decisões do Banco Central. Em 17 de junho, o Copom reduziu a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano, patamar ainda elevado e que pressiona as despesas financeiras do governo. Para o mercado de crédito e investidores, a evolução da dívida pública sinaliza maior necessidade de financiamento do Tesouro e manutenção de juros altos, o que tende a influenciar o custo de captação de bancos e empresas, além de impactar a inadimplência e a capacidade de recuperação de ativos. O Tesouro projeta que o estoque feche 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões, reforçando a relevância do acompanhamento da trajetória fiscal e monetária para o ambiente de crédito.
FONTE ORIGINAL:
https://jornalgrandebahia.com.br/2026/08/divida-publica-federal-sobe-261-em-junho-de-2026-alcanca-r-927-trilhoes-e-amplia-peso-da-selic
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