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Bancos preveem quebra na produção de novo crédito com apertar de regras

Publicado em: 04/08/2026 17:33
Bancos preveem quebra na produção de novo crédito com apertar de regras
Em vigor desde 1 de agosto de 2026, as novas diretrizes do Banco de Portugal (BdP) para a concessão de crédito à habitação deverão reduzir a produção de novos empréstimos, segundo estimativas de banqueiros apresentadas nas conferências de imprensa de resultados semestrais. O presidente da CGD, Paulo Macedo, apontou para um impacto em torno de 10% no crédito; o BPI, por João Pedro Oliveira e Costa, indicou que o efeito ultrapassará o impacto de 10% na contratação; o BCP, com Miguel Maya, estimou um impacto de cerca de 5% na produção de crédito à habitação própria e permanente. A principal alteração é a redução da taxa de esforço máxima de 50% para 45% do rendimento líquido mensal, considerando todas as responsabilidades do cliente e um cenário de agravamento das taxas de juro em 1,5 pontos percentuais. O BdP justificou a medida com a necessidade de conter o endividamento das famílias e reforçar a prudência na avaliação da capacidade financeira dos mutuários. Exceções ao limite são permitidas, mas não podem exceder 10% do montante total de crédito concedido num semestre. As novas regras também alteram os prazos máximos: clientes até 35 anos podem contratar empréstimos com maturidade até 40 anos; clientes com mais de 35 anos, até 35 anos. Mantêm-se as recomendações de LTV de 90% para aquisição, construção ou obras em habitação própria e permanente, e de 80% para outras finalidades. Desaparece a regra que permitia financiamento a 100% na compra de imóvel detido pelo próprio banco. Os dados semestrais mostram crescimento recente da carteira de crédito à habitação. No BCP, o stock em Portugal atingiu 22.750 milhões de euros em junho, mais 10,9% em termos homólogos. Na CGD, o crédito à habitação subiu 13% para 30.230 milhões de euros, com novos empréstimos de 2.600 milhões no primeiro semestre, +63% face ao mesmo período de 2025. O Santander Totta registou um aumento de 8,4% para 26.100 milhões de euros, e o BPI cresceu 11% para 18.000 milhões.
FONTE ORIGINAL:
https://eco.sapo.pt/2026/08/04/bancos-preveem-quebra-na-producao-de-novo-credito-com-apertar-de-regras
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