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Golpes de estelionato cresceram 297% e se tornaram principal face da criminalidade no RJ

Publicado em: 05/08/2026 13:23
Golpes de estelionato cresceram 297% e se tornaram principal face da criminalidade no RJ
O estelionato tornou-se a principal modalidade criminal no Estado do Rio de Janeiro. Segundo o estudo Panorama da Segurança Pública no Estado do Rio de Janeiro (2015-2025), divulgado pela Firjan, o crime cresceu 297% em dez anos e, pela primeira vez, superou com folga os roubos de rua. Em 2025, foram registrados 2,6 casos de estelionato para cada roubo em via pública, o que equivale a uma ocorrência a cada três minutos e meio. O levantamento, elaborado a partir de dados do Instituto de Segurança Pública, aponta uma mudança no perfil da criminalidade fluminense. Enquanto crimes com presença física perderam espaço, cresceram os golpes financeiros, impulsionados pela consolidação do Pix, do comércio eletrônico e da digitalização dos serviços. Para o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, o custo da insegurança para empresas que decidem investir, contratar ou operar se transforma e se amplia, com fraude e extorsão crescendo em todas as regiões do estado, sem exceção. O impacto econômico é relevante para o ambiente de negócios. Estudo complementar da entidade, o Custo Rio 2026, estima prejuízo de R$ 31,1 bilhões por ano para o estado. Dois em cada três empresários consideram a segurança pública um fator determinante na decisão de investir, o que amplia a percepção de risco para crédito, investimentos e operações. Os indicadores tradicionais de violência recuaram no período: a letalidade violenta caiu 25%; os roubos de rua, 36%; os roubos de veículos, 39%; e os roubos de carga, 57%. Ainda assim, quase 57 mil pessoas morreram de forma violenta na década. A extorsão, por sua vez, subiu 73% e cresceu em todas as dez regiões de segurança pública do estado em 2025, indicando avanço da atuação do crime organizado. Embora a Região Metropolitana concentre a maior parte dos roubos de rua, o estelionato avançou de forma mais acelerada em cidades do interior. Esse padrão geográfico tem implicações para análise de risco, monitoramento de transações e estratégias de prevenção a fraudes. Diante do cenário, a Firjan defende uma política de segurança pública regionalizada, maior investimento na investigação de fraudes e crimes digitais e ações para combater as estruturas financeiras que sustentam o crime organizado. Para instituições financeiras e empresas, os dados reforçam a necessidade de adaptar modelos de risco e controles antifraude ao novo perfil criminal.
FONTE ORIGINAL:
https://tmc.com.br/brasil/golpes-de-estelionato-cresceram-297-e-se-tornaram-principal-face-da-criminalidade-no-rj
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