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Itaú (ITUB4) Corta Projeção de Receitas após Lucro Desacelerar no Trimestre

Publicado em: 05/08/2026 10:25
Itaú (ITUB4) Corta Projeção de Receitas após Lucro Desacelerar no Trimestre
O Itaú Unibanco encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro recorrente gerencial de R$ 12,4 bilhões, alta de 7,8% ante o mesmo período de 2025 e de 1% na comparação trimestral. O resultado ficou 0,5% abaixo do consenso de R$ 12,466 bilhões. O ROE recuou de 24,8% para 24,3% no trimestre, mas permaneceu acima dos 23,3% de um ano antes. O banco também reduziu o guidance para receitas de serviços e seguros de 5%-9% para 2%-5%, atribuindo a revisão à maior volatilidade no mercado de capitais e à menor atividade dos clientes. As receitas de prestação de serviços e seguros somaram R$ 14,1 bilhões no trimestre, com avanço de 0,4% ante o primeiro trimestre e de 3,6% em 12 meses. Tarifas de conta corrente de pessoas físicas caíram 7,4% no trimestre e 21,2% em 12 meses, para R$ 500 milhões, enquanto pagamentos e recebimentos recuaram 7,5% em 12 meses. Administração de recursos cresceu 4,6% no trimestre, seguros, previdência e capitalização avançaram 8,7% em 12 meses, e assessoria financeira, banco de investimento e corretagem subiram 32,5% em 12 meses, embora tenham caído 1,3% no trimestre. A carteira total de crédito atingiu R$ 1,522 trilhão, alta de 2,7% no trimestre e de 9,6% em 12 meses. Grandes empresas apresentaram o maior crescimento trimestral, de 4,4%; crédito imobiliário avançou 3,9% e o consignado privado, 14,3%. Crédito pessoal e veículos recuaram. O custo do crédito chegou a R$ 10,1 bilhões, alta de 7,4% em 12 meses, com relação estável de 2,7% sobre a carteira média. Os descontos em renegociações somaram R$ 1,1 bilhão, alta de 20,8% no trimestre, e a recuperação de créditos baixados como prejuízo alcançou R$ 1,5 bilhão, alta de 20,2%. A carteira renegociada passou de R$ 34,8 bilhões para R$ 36,3 bilhões, permanecendo em 2,6% do total. O CFO Gabriel Amado de Moura afirmou que uma carteira saudável se constrói na qualidade da concessão, na precificação correta do risco e na capacidade de recuperação de crédito. A inadimplência acima de 90 dias manteve-se em 1,9% pelo sexto trimestre consecutivo. Entre pessoas físicas no Brasil, o indicador subiu de 3,6% para 3,7%; em micro, pequenas e médias empresas, de 1,9% para 2,0%. A administração projeta nova elevação marginal na inadimplência empresarial, com estabilização próxima de 2,1%. Pelo Desenrola, o banco renegociou R$ 1,1 bilhão para 371 mil clientes, com participação de 12% no programa e impacto de 0,02 ponto percentual na inadimplência. O índice de capital principal (CET1) subiu de 12,0% para 12,3% no trimestre, ficando acima do mínimo de 11,5% do apetite de risco. As despesas não decorrentes de juros totalizaram R$ 16,7 bilhões, alta de 3,3% no trimestre, com efeitos sazonais e gastos de publicidade ligados à Copa do Mundo. O índice de eficiência da operação brasileira foi de 35,5% no segundo trimestre e de 35,2% no semestre. O banco manteve as demais projeções do ano, incluindo crescimento de 5,5% a 9,5% para a carteira total, margem financeira com clientes entre 5% e 9% e custo do crédito entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões.
FONTE ORIGINAL:
https://forbes.com.br/forbes-money/2026/08/itau-itub4-lucro-2t26-corta-projecao-receitas
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