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Selic a 14%: o que muda no financiamento, no consignado e no cartão

Publicado em: 06/08/2026 06:29
Selic a 14%: o que muda no financiamento, no consignado e no cartão
O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, na reunião de 5 de agosto. A decisão muda a referência do crédito no país, mas o repasse ao consumidor não é imediato nem uniforme entre modalidades. A taxa vinha de 14,25% ao ano, patamar alcançado após três cortes consecutivos de 0,25 ponto em março, abril e junho. No financiamento imobiliário, contratos com taxa fixa não são afetados. Nas linhas atreladas à TR ou à Selic, os bancos levam de semanas a meses para repassar a queda por causa do ajuste mais lento da captação via poupança e letras de crédito. Em junho de 2026, entre as taxas de mercado, o Bradesco tinha a menor média mensal (0,86% a.m.) e o Banco do Brasil a maior (1,13% a.m.). Nas linhas reguladas do SFH, a Caixa tinha a menor média (0,65% a.m.) e o Itaú a maior (0,94% a.m.). No consignado do INSS, os tetos continuam definidos pela Resolução CNPS/MPS nº 1.368, de março de 2025: 1,85% ao mês para o empréstimo convencional e 2,46% ao mês para cartão de crédito consignado e cartão consignado de benefício. Já o consignado privado, incluindo o de trabalhadores CLT, acompanha o custo de captação dos bancos com mais liberdade, e o repasse tende a ser desigual entre instituições. O rotativo do cartão de crédito opera em patamar muito acima da Selic e praticamente não reage a cortes de 0,25 ponto. O limite legal impede que a dívida total ultrapasse o dobro do valor original, mas a linha continua cara. Para quem está no rotativo, a troca por crédito mais barato, como consignado ou com garantia, segue sendo a alternativa de maior impacto financeiro. Nos investimentos, com a Selic em dois dígitos, a poupança rende cerca de 6,17% ao ano mais TR; a regra dos 70% da Selic só valeria com taxa básica em 8,5% ou menos. A poupança continua perdendo para aplicações pós-fixadas de renda fixa. Títulos prefixados e indexados à inflação tendem a se beneficiar da sinalização de novos cortes, enquanto os pós-fixados acompanham a Selic para baixo.
FONTE ORIGINAL:
https://bmcnews.com.br/economia/selic-o-que-muda-financiamento-consignado-cartao
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