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Casos de GPA e Havanna marcam nova fase da recuperação extrajudicial no setor de alimentos
Publicado em: 07/08/2026 14:19
Em menos de cinco meses, GPA e a operação brasileira da Havanna recorreram à recuperação extrajudicial para reorganizar dívidas sem interromper as operações. Os casos têm em comum o aumento do custo do crédito, a redução da liquidez, o elevado endividamento e os desafios do cenário econômico. A sequência de casos indica que a recuperação extrajudicial passou a fazer parte da estratégia financeira de empresas que buscam reorganizar dívidas diante de dificuldades temporárias. Segundo o Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial (Obre), as recuperações extrajudiciais movimentaram mais de R$ 100 bilhões em dívidas renegociadas em 2026, impulsionadas principalmente por grandes empresas. Para Fernando Tardioli Lúcio de Lima, advogado especializado em recuperação de crédito, a recuperação extrajudicial tende a ser vista menos como fracasso empresarial e mais como alternativa legítima para reorganizar as finanças e preservar a empresa, sendo a transparência essencial para manter a confiança dos agentes econômicos. Já Fernando Canutto, sócio do Godke Advogados, destaca que no setor de alimentos o fluxo de caixa diário, as margens apertadas, os estoques perecíveis e a cadeia de fornecedores sensível tornam a recuperação extrajudicial uma forma de renegociar obrigações preservando a continuidade do negócio. Sob a perspectiva dos credores, a recuperação extrajudicial pode representar solução mais eficiente quando há disposição para negociação e consenso entre as partes, com maior previsibilidade e menor litigiosidade. Segundo Lima, a confiança dependerá da capacidade de a empresa demonstrar que continua operacional; quanto maior a transparência e a credibilidade do plano de reestruturação, menores tendem a ser os impactos sobre fornecedores, investidores e consumidores. O GPA apresentou em março um plano para renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas financeiras, e o CEO Alexandre Santoro afirmou que a medida não envolve pagamento a fornecedores, aluguel de lojas ou salários. A Havanna entrou com pedido nesta semana, com um grupo de seis companhias negociando dívidas de R$ 127 milhões. O texto traz ainda errata: o Grupo Gennius, controlador das redes Habib's e Ragazzo, não pediu recuperação extrajudicial; obteve na Justiça tutela cautelar contra credores, medida que costuma anteceder pedidos de recuperação judicial.
FONTE ORIGINAL:
https://www.sincovaganoticias.com.br/casos-de-gpa-habibs-e-havanna-marcam-nova-fase-da-recuperacao-extrajudicial-no-setor-de-alimentos
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