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Endividamento bate recorde mas Desenrola 2.0 abre espaço para reorganização financeira
Publicado em: 07/08/2026 04:35
Em julho de 2026, o endividamento das famílias brasileiras atingiu 82%, o maior patamar da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Apesar do avanço do endividamento, a inadimplência apresentou leve recuo após os três primeiros meses do programa Desenrola 2.0: as famílias com contas em atraso passaram de 29,9% para 29,8%. O tempo médio de atraso caiu para 64,6 dias, o menor nível desde dezembro de 2025, e também diminuiu a parcela de consumidores com atrasos superiores a 90 dias. O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, afirma que a redução da taxa Selic deve contribuir para tornar futuras operações de crédito mais baratas e facilitar novas renegociações de dívidas, com efeitos graduais. Segundo a publicação, a renegociação permite que mais consumidores recuperem gradualmente o acesso ao crédito, reduzam o risco de restrições no CPF e reorganizem o orçamento familiar, ainda que o cenário permaneça de elevada pressão financeira. O comprometimento da renda, no entanto, segue como ponto de atenção. Em julho, 19% dos consumidores destinavam mais da metade da renda mensal ao pagamento de dívidas, o maior percentual desde março. Em média, as famílias endividadas usavam 29,5% da renda para quitar compromissos. Os efeitos do endividamento variam por faixa de renda. Entre as famílias com renda de até três salários mínimos, 84,9% têm dívidas, maior percentual da série histórica; o grupo foi o único com aumento de contas em atraso entre junho e julho e 17,8% afirmam não ter condições de quitar suas dívidas. Nas faixas entre três e dez salários, houve queda das contas em atraso. No grupo acima de dez salários, o endividamento subiu 4,1 pontos percentuais em relação a julho de 2025, para 72% das famílias, enquanto a inadimplência caiu de 15,4% para 15,1%.
FONTE ORIGINAL:
https://brasil61.com/n/endividamento-bate-recorde-mas-desenrola-2-0-abre-espaco-para-reorganizacao-financeira-bras2616867
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