Voltar ao Observatório
Ouvir artigo
Compartilhar artigo
Abrir preferências de leitura
Tema
Claro
Sépia
Escuro
Tamanho da Fonte
A-
A+
Estilo da Fonte
Inter (Moderno)
Roboto (Clean)
Merriweather (Serifada)
Lora (Elegante)
Courier (Máquina)
Endividamento Recorde Pode Causar Ressaca Econômica Em 2027, Alertam Economistas
Publicado em: 09/08/2026 13:19
Economistas do BTG Pactual e do FGV Ibre alertam que o elevado endividamento das famílias brasileiras pode gerar uma "ressaca econômica" em 2027, com efeito rebote sobre o consumo. Segundo a análise, a desaceleração pode ser mais acentuada do que a prevista, sobretudo com muitos brasileiros endividados em linhas de crédito de altas taxas de juros. Estudo do Banco Central de 2020, intitulado "Endividamento das Famílias e Recessão Econômica no Brasil", mostrou que o endividamento excessivo reduz o consumo no futuro. A pesquisa analisou o ciclo de crédito anterior à recessão de 2014 a 2016 e concluiu que, quanto mais altas as taxas de juros, maior o impacto negativo sobre o consumo. Atualmente, cartão de crédito parcelado, cheque especial e crédito pessoal sem consignação representam quase 25% da carteira de crédito das pessoas físicas, ante 20% antes da pandemia. Segundo dados do FGV Ibre, em outubro do ano passado, 39,3% das contratações do cartão rotativo foram feitas por pessoas que ganham até dois salários mínimos. A pesquisadora Katherine Hennings, da consultoria BRCG e do FGV Ibre, observa que a relação entre endividamento e renda está em 49,8%. O valor médio da dívida inadimplida, conforme o Serasa, é de R$ 6.300, quase o dobro do rendimento real médio. Hennings afirma que a situação financeira das famílias hoje é pior do que a que precedeu a crise de 2014 a 2016. As projeções indicam crescimento de apenas 0,8% do consumo em 2027, contra alta de 2% esperada para 2026. Caso a renda estagne, a previsão é de redução de 0,4%. Economistas do BTG Pactual alertam que a combinação de juros elevados e choques de oferta pode transformar o endividamento elevado em restrição efetiva ao consumo. As estimativas do Boletim Focus para o crescimento do PIB foram revisadas de 1,80% para 1,69%. O cenário gera visões divergentes: Daniel Leichsenring, sócio e CIO da WHG, destaca a incerteza sobre a natureza da desaceleração; Marcos Lisboa, economista e ex-presidente do Insper, alerta para possível recessão; e a secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, argumenta que o cenário atual difere da crise de 2010, com juros em queda, citando o programa de renegociação Desenrola. Hennings questiona a sustentabilidade dessa abordagem.
FONTE ORIGINAL:
https://portalgurupi.com.br/endividamento-ressaca-economica-2027
⚠️
Aviso Importante
Este conteúdo foi coletado e processado com o auxílio de inteligência artificial.
Podem ocorrer imprecisões na extração. Recomendamos consultar a fonte original, especialmente para informações sensíveis.
Todos os direitos e créditos pertencem à fonte original, disponível no link acima.
0%
0.5x
0.75x
1.0x
1.25x
1.5x
2.0x