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Famílias endividadas e juros altos pressionam economia brasileira
Publicado em: 09/08/2026 09:41
O endividamento das famílias brasileiras atingiu 82% em julho, enquanto a Selic, mesmo após o corte para 14% na última quarta-feira (5), mantém o Brasil entre os países com os maiores juros reais do mundo. O cenário de crédito caro pressiona o orçamento dos consumidores e diferentes setores da economia. No varejo, os juros altos e a menor disponibilidade de renda reduzem a disposição para gastos e tornam as decisões de consumo mais racionais. Nas empresas, o custo maior para utilizar recursos financeiros exige gestão de caixa mais rigorosa, reduz a margem para investimentos e dificulta decisões de longo prazo, especialmente em setores dependentes do consumo das famílias. Na construção civil, o comprometimento da renda com outros financiamentos pode impedir parte da população de assumir novas dívidas para comprar imóveis, mesmo com taxas mais baixas em programas como o Minha Casa Minha Vida. A inadimplência entre consumidores do setor imobiliário continua elevada: em algumas empresas, o índice de clientes inadimplentes varia entre 15% e 20%, e as provisões para perdas cresceram no segundo trimestre de 2026. Diante disso, as companhias restringem a concessão de crédito para preservar margens e rentabilidade. Os bancos também sentem os efeitos da política monetária restritiva, com maior pressão sobre linhas de crédito e possível avanço da inadimplência. O Copom manteve aberta a possibilidade de novos cortes da Selic em setembro; uma desaceleração mais forte da economia pode ampliar o espaço para redução dos juros, mas a inflação segue entre os principais fatores observados pelo Banco Central. A expectativa é de crescimento do PIB em 2026 inferior ao de 2025, com consumidores, empresas e instituições financeiras pressionados pelo crédito caro e menor capacidade de consumo e investimento.
FONTE ORIGINAL:
https://www.n3news.com.br/2026/08/selic-pressiona-familias-a-recorde-de-dividas
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