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Crise de crédito Brasil: Selic a 14% e alta de inadimplência

Publicado em: 11/08/2026 17:21
Crise de crédito Brasil: Selic a 14% e alta de inadimplência
O mercado de crédito brasileiro enfrenta em 2026 um dos cenários mais restritivos da história recente, com a taxa Selic mantida em 14% ao ano pelo Copom no início de agosto. O aperto monetário, combinado ao custo de vida elevado, elevou a inadimplência a 81,7 milhões de CPFs negativados — o equivalente a cerca de metade da população adulta do país. O comprometimento de renda das famílias superendividadas atingiu, em média, mais de 31% da renda mensal, com picos de 50% entre os mais vulneráveis. O rotativo do cartão de crédito permanece como o principal catalisador do sufocamento financeiro dos consumidores. A temporada de balanços do 2T26 expôs o paradoxo do setor. O Itaú Unibanco reportou lucro recorrente gerencial de R$ 12,4 bilhões, com ROE anualizado de 24,3% e inadimplência em mínimas históricas. O Bradesco, por sua vez, registrou lucro de R$ 7,05 bilhões, mas sua inadimplência acima de 90 dias subiu levemente para 4,3%, refletindo deterioração nas carteiras de micro e pequenas empresas e capital de giro. Diante desse quadro, os grandes bancos adotam postura explicitamente conservadora, com freio na concessão de crédito massificado e sem expectativa de melhora autônoma da capacidade de pagamento das famílias no curto prazo. Como resposta governamental, a MP 1.355/2026 reativou o Novo Desenrola Brasil, permitindo a repactuação de dívidas de até R$ 15 mil por instituição para pessoas com renda bruta de até R$ 8.105, com descontos de 30% a 90% e juros máximos de 1,99% ao mês. Especialistas e senadores, no entanto, alertam para o risco de reincidência: nas rodadas anteriores, o calote em faturas repactuadas cresceu 15%.
FONTE ORIGINAL:
https://istoedinheiro.com.br/crise-de-credito-selic-recorde-negativados
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