Voltar ao Observatório
Ouvir artigo
Compartilhar artigo
Abrir preferências de leitura
Tema
Claro
Sépia
Escuro
Tamanho da Fonte
A-
A+
Estilo da Fonte
Inter (Moderno)
Roboto (Clean)
Merriweather (Serifada)
Lora (Elegante)
Courier (Máquina)
BTG Pactual tem melhor semestre da história, mas provisão para perdas sobe 19,4%
Publicado em: 11/08/2026 07:47
O BTG Pactual (BPAC11) registrou no primeiro semestre de 2026 o melhor resultado de sua história, com lucro líquido contábil consolidado de R$ 9,471 bilhões, alta de 31,2% sobre o mesmo período de 2025. No mesmo balanço, a provisão para perdas esperadas associadas ao risco de crédito subiu 19,4%, para R$ 13,970 bilhões. A carteira consolidada avançou 6,4%, para R$ 213,09 bilhões, enquanto o estoque de provisões cresceu em ritmo três vezes superior, elevando o índice de cobertura de 5,84% para 6,56% da carteira. O movimento ocorre em um cenário de deterioração da qualidade de crédito. A inadimplência acima de 90 dias no sistema financeiro chegou a 4,7% em maio, 100 pontos-base acima de um ano antes, e o consignado privado subiu para 7,9%. Relatórios do JPMorgan e do UBS BB apontaram a qualidade dos ativos como tema central da temporada de balanços do segundo trimestre, com o UBS BB classificando o Brasil como a pior dinâmica entre os grandes mercados latino-americanos. No trimestre, a área de Investment Banking foi a exceção negativa, com receitas de R$ 421,4 milhões e queda de 46,1% em 12 meses, reflexo da menor atividade em DCM. A principal pressão vem do varejo, área que o banco trata como avenida de crescimento. A vertical de Consumer Finance & Banking teve receitas de R$ 1,546 bilhão no segundo trimestre, alta de 37,4% sobre o trimestre anterior, com carteira de R$ 78,2 bilhões e crescimento de 6,2%, impulsionada pelo consignado privado e pela consolidação da fatia de 48% na fintech Meu Tudo. A provisão isolada do BTG equivale a 2,36% da carteira; no consolidado, salta para 6,56%, diferença atribuída aos R$ 93,544 bilhões em operações com pessoas físicas concentrados nas controladas, sobretudo no Banco Pan. As operações classificadas no estágio 3, que reúne ativos com problema de recuperação de crédito, passaram de 5,99% para 6,69% da carteira, e as parcelas vencidas cresceram 23,1%, para R$ 7,580 bilhões. A despesa semestral com provisões somou R$ 3,455 bilhões, alta de 24,3% na comparação anual. Nos títulos com característica de concessão de crédito, o estágio 3 subiu de R$ 645,7 milhões para R$ 1,157 bilhão em seis meses. Do lado do capital, o Índice de Basileia passou de 15,5% para 16,0%, ante mínimo regulatório de 10,50%, e a liquidez melhorou: o caixa consolidado chegou a R$ 148,342 bilhões, ante R$ 89,033 bilhões no início do semestre. Analistas do Citi apontaram piora na qualidade dos ativos, com exposições em estágios 2 e 3 subindo de 6,5% para 6,8% em critério gerencial, mas consideraram construtivos os sinais iniciais e calcularam lucro ajustado de R$ 5,1 bilhões, 5% acima da projeção. O BB Investimentos destacou a velocidade da vertical de varejo, com receitas de R$ 1,55 bilhão, alta de 74% em 12 meses, e a melhora do índice de eficiência ajustado para 37,1%. No segundo trimestre isolado, o lucro líquido contábil foi recorde de R$ 4,901 bilhões, com ROAE de 26,7%. O banco também deliberou cerca de R$ 3 bilhões em JCP, com pagamento previsto para 14 de agosto, e mantém agenda de aquisições, incluindo conclusão da compra do HSBC no Uruguai e negociação vinculante pelo controle do Banco Digimais.
FONTE ORIGINAL:
https://www.bloomberglinea.com.br/negocios/btg-pactual-tem-melhor-semestre-da-historia-mas-provisao-para-perdas-sobe-194
⚠️
Aviso Importante
Este conteúdo foi coletado e processado com o auxílio de inteligência artificial.
Podem ocorrer imprecisões na extração. Recomendamos consultar a fonte original, especialmente para informações sensíveis.
Todos os direitos e créditos pertencem à fonte original, disponível no link acima.
0%
0.5x
0.75x
1.0x
1.25x
1.5x
2.0x