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Banco do Brasil (BBAS3) dá trégua e surpreende no 2T26: lucro chega a R$ 3,9 bilhões e ROE sobe a 8,3%

Publicado em: 12/08/2026 19:36
Banco do Brasil (BBAS3) dá trégua e surpreende no 2T26: lucro chega a R$ 3,9 bilhões e ROE sobe a 8,3%
No segundo trimestre de 2026 (2T26), o Banco do Brasil (BBAS3) reportou lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões, alta de 13,9% em relação ao mesmo período de 2025 e de 3,3% ante o trimestre anterior. O resultado superou a projeção média de R$ 3,532 bilhões de analistas compilados pela Bloomberg. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) ficou em 8,3%, avanço de 1 p.p. na base trimestral e recuo de 0,1 p.p. na comparação anual. A qualidade da carteira segue como ponto de atenção. Os atrasos acima de 90 dias subiram 1,65 p.p. em 12 meses e 0,56 p.p. na comparação trimestral, chegando a 5,61%. As provisões para devedores duvidosos (PDD) cresceram 23,7% em relação ao 2T25. O custo do crédito ficou em R$ 18,5 bilhões no período, com queda de 2,1% trimestre a trimestre, mas alta de 16,1% na base anual. A carteira de crédito ampliada superou R$ 1,3 trilhão, com crescimento de 1,5% em 12 meses e 0,6% no trimestre. O banco manteve expansão seletiva: na pessoa física, a carteira subiu 4,4%, impulsionada pelo consignado privado; no corporativo, houve recuo de 2,5%, com destaque para linhas garantidas como Pronampe e PEAC FGI. No agronegócio, a carteira avançou 4,1%, puxada por operações com alienação fiduciária, que alcançaram 70% na safra 25/26. Do lado das receitas, a margem financeira bruta subiu 9,6% em 12 meses, para R$ 27,4 bilhões, com a margem com clientes em R$ 23,4 bilhões (+5,1% a.a.) e a margem com o mercado em R$ 4 bilhões (+45,6% a.a., mas -10,2% t/t). As receitas de prestação de serviços somaram R$ 9,1 bilhões, alta de 4,2% na comparação anual. As despesas administrativas cresceram 4,1%, para R$ 10,1 bilhões. O balanço mostra reação do lucro e da rentabilidade após períodos de deterioração, mas a inadimplência ainda elevada e o custo de crédito pressionado indicam que a normalização da carteira deve levar tempo. Em mensagem citada na reportagem, a CEO Tarciana Medeiros atribuiu o resultado a execução estratégica consistente e evolução da margem, com mix de crédito de melhor relação risco-retorno.
FONTE ORIGINAL:
https://www.seudinheiro.com/2026/empresas/banco-do-brasil-bbas3-balanco-lucro-rentabilidade-roe-provisoes-inadimplencia-2t26-miql
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