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Banco do Brasil lucra R$ 3,9 bi no 2° trimestre e retoma alta, mas inadimplência sobe

Publicado em: 12/08/2026 19:19
Banco do Brasil lucra R$ 3,9 bi no 2° trimestre e retoma alta, mas inadimplência sobe
O Banco do Brasil (BBAS3) divulgou na quarta-feira, 12, lucro líquido ajustado de R$ 3,908 bilhões no segundo trimestre, alta de 13,9% ante o trimestre anterior e de 3,3% na comparação anual. O lucro líquido contábil somou R$ 3,17 bilhões no período, com avanço de 2,7% na base trimestral e de 4,6% em 12 meses. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) ficou em 8,3%, com alta de 107 pontos-base no trimestre e queda de 10 pontos-base na comparação anual. Apesar da melhora do lucro, o balanço mostrou pressão no custo do crédito e na inadimplência. A despesa com custo do crédito, correspondente à provisão para perdas esperadas, somou R$ 18,48 bilhões no segundo trimestre, queda de 2,1% ante o primeiro trimestre, mas alta de 16,1% em 12 meses. No primeiro semestre, o custo do crédito chegou a R$ 37,3 bilhões, aumento de 43,3% sobre o mesmo período de 2025. A inadimplência acima de 90 dias atingiu 5,61% da carteira em junho, alta de 56 pontos-base ante março e de 165 pontos-base em 12 meses. O índice de cobertura encerrou o período em 148,5%, queda de 3.471 pontos-base na comparação anual. Segundo o banco, 91,2% da carteira de crédito estava classificada nos estágios 1 e 2 ao fim de junho, e a dinâmica do crédito foi influenciada principalmente pelas carteiras de produtores rurais e pessoas físicas. A carteira de crédito expandida encerrou junho em R$ 1,31 trilhão, crescimento de 0,6% no trimestre e de 1,5% em 12 meses. A carteira de pessoas físicas somou R$ 357,6 bilhões, queda de 1,2% no trimestre e alta de 4,4% em um ano. Em pessoas jurídicas, a carteira terminou o trimestre em R$ 456,2 bilhões, alta de 1,6% ante março, mas queda de 2,5% em 12 meses. A carteira de agronegócios alcançou R$ 421,6 bilhões, com alta de 0,8% no trimestre e de 4,1% em 12 meses. Nos últimos 12 meses, o banco recuperou R$ 6,3 bilhões em perdas, dos quais R$ 4,9 bilhões vieram de créditos recuperados à vista. No primeiro semestre, o lucro líquido ajustado ficou 34,2% abaixo do registrado no mesmo período de 2025, principalmente em razão do aumento do custo do crédito. O índice de capital principal terminou junho em 11,27%, enquanto o Índice de Basileia ficou em 13,91%, ante 14,23% no primeiro trimestre e 14,14% um ano antes.
FONTE ORIGINAL:
https://exame.com/invest/mercados/banco-do-brasil-lucra-r-39-bi-no-2-trimestre-e-retoma-alta-mas-inadimplencia-sobe
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