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BC corta juros a 14% e mantém alerta sobre inflação

Publicado em: 12/08/2026 07:48
BC corta juros a 14% e mantém alerta sobre inflação
O Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, no quarto corte consecutivo do ciclo. Na ata do Copom divulgada em 11/08, o comitê indicou que a inflação ao consumidor perdeu força, mas segue pressionada por gastos públicos e pela alta do petróleo. O documento não deu pistas sobre o próximo movimento, previsto para 15 e 16 de setembro. O Copom afirmou que a incerteza em níveis historicamente elevados exige “serenidade e cautela” na condução da política monetária, com riscos assimétricos para a alta dos preços. A comunicação foi mais breve que a da reunião anterior e evitou expressões ambíguas. Mesmo com o corte, o juro básico brasileiro permanece o maior do mundo em termos reais, segundo levantamento da MoneYou. O comitê reconheceu que a inflação desacelerou, mas segue acima da meta de 3%. As estimativas do mercado financeiro para os próximos anos ainda estão distantes do centro da meta: 5,02% para 2026, 4,22% para 2027 e 3,80% para 2028. Em junho, os preços completaram seis meses consecutivos acima do teto do sistema de metas contínuas, o que levou o BC a divulgar uma carta pública. O Copom atribui à política monetária uma contribuição determinante para a desinflação, mas vê a demanda pressionada, o que exige manutenção do caráter restritivo dos juros. A política fiscal segue no centro do alerta. O BC repetiu que a política fiscal estimula a demanda agregada no curto prazo e que o esmorecimento em reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento do crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública podem elevar a taxa de juros neutra. O ministro da Fazenda negou que as decisões do governo sejam a principal causa dos juros elevados e disse que a equipe econômica fará ajuste para cumprir metas fiscais. O Copom também monitora choques de oferta, como o aumento do petróleo e as tarifas dos EUA, sem reagir aos efeitos primários, mas com atenção a efeitos de segunda ordem. A atividade econômica doméstica mostra moderação, mas o mercado de trabalho segue aquecido, com rendimentos subindo acima da produtividade, o que pode pressionar a demanda e os preços. A Selic é referência para todas as taxas do país, do crédito ao consumidor a financiamentos e títulos públicos. O Copom deixou em aberto a magnitude do ciclo de calibração, condicionando a decisão de setembro aos dados divulgados nas próximas semanas.
FONTE ORIGINAL:
https://www.spacemoney.com.br/economia/macroeconomia/bc-corta-juros-a-14-e-mantem-alerta-sobre-inflacao
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