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Banco do Brasil admite 'erro' em cartão e trava linha após pico de inadimplência

Publicado em: 13/08/2026 14:16
Banco do Brasil admite 'erro' em cartão e trava linha após pico de inadimplência
O Banco do Brasil (BBAS3) reconheceu, no balanço do 2º trimestre, que a modalidade de parcelamento automático de faturas de cartão de crédito contribuiu para o salto da inadimplência de pessoas físicas e anunciou a interrupção da operação. Segundo o vice-presidente financeiro, Geovane Tobias, a linha foi criada para clientes que não conseguiam pagar a fatura integral e, sem entrada, passou a gerar um comportamento de crédito que se retroalimentava. O banco afirma que interrompeu a modalidade no fim de março, antecipou provisões e reavaliou contratos para reconhecer como atraso operações não pagas. Na carteira de cartões de pessoas físicas, a inadimplência acima de 90 dias saltou de 7,12% em março para 14,58% em junho, alta de 746 pontos-base; um ano antes, era 6,53%. A carteira encerrou o trimestre em R$ 69,9 bilhões, com queda de 3,1% no período e alta de 15,1% em 12 meses. A presidente do banco, Tarciana Medeiros, disse que a instituição preferiu 'estancar a linha' e espera normalização da curva no próximo trimestre. O vice-presidente de Riscos, Felipe Prince, afirmou que os modelos internos já indicavam a deterioração no 1º trimestre e que o provisionamento foi baseado na perda esperada, além da redução de concessão para clientes menos resilientes. O custo do crédito somou R$ 18,48 bilhões de abril a junho, queda de 2,1% na margem e alta de 16,1% na comparação anual. No semestre, a despesa chegou a R$ 37,3 bilhões, avanço de 43,3%. A inadimplência de toda a carteira atingiu 5,61% em junho, alta de 56 pontos-base no trimestre e de 165 em 12 meses, com piora concentrada em pessoas físicas e produtores rurais. O Safra manteve visão negativa para as ações, citando formação de inadimplência no varejo de R$ 11,8 bilhões no trimestre e necessidade de melhora no agronegócio. O Itaú BBA destacou que operações de cartão e consignado privado dos últimos trimestres ainda não amadureceram, com riscos adicionais. O lucro líquido ajustado do trimestre foi de R$ 3,91 bilhões, alta de 13,9% sobre o 1º trimestre, mas o lucro do semestre ficou 34,2% abaixo do mesmo período de 2025. O ROAE foi de 8,3%, abaixo dos 8,4% de um ano antes, e o Índice de Basileia caiu para 13,91%. Os executivos condicionam uma recuperação mais consistente à evolução da carteira rural e à implementação das medidas de renegociação, mantendo o guidance de provisões entre R$ 65 bilhões e R$ 70 bilhões. Na quinta-feira, 13, as ações caíam cerca de 3%.
FONTE ORIGINAL:
https://exame.com/invest/mercados/banco-do-brasil-admite-erro-em-cartao-e-trava-linha-apos-pico-de-inadimplencia
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