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Varejo formal tem crescimento real negativo há 18 meses
Publicado em: 17/08/2026 14:31
O varejo formal brasileiro enfrenta crescimento real negativo há 18 meses, segundo apuração do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV). O indicador, deflacionado pelo IPCA, acompanha a evolução das receitas de grandes empresas do setor, que somam R$ 670 bilhões em vendas, geram 990 mil empregos diretos e operam 38 mil lojas. Enquanto isso, a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE mostra um quadro menos negativo, com alta de 0,5% em junho sobre maio e 2,9% sobre o mesmo mês de 2025, mas com resultado real negativo no acumulado. A diferença entre os indicadores é atribuída à composição das amostras e metodologias: o IAV-IDV usa dados auditados de empresas associadas, enquanto a PMC estima o conjunto de empresas pesquisadas pelo IBGE. O texto aponta que o Brasil gera renda e emprego, mas parte crescente dessa renda é redirecionada para outras destinações antes de chegar ao varejo formal. A informalidade atinge 37,2% da população ocupada, cerca de 38,1 milhões de trabalhadores, e há 26 milhões de trabalhadores por conta própria, segundo o IBGE. Programas como o Bolsa Família, que atende mais de 20 milhões de famílias, são citados como fatores que podem inibir o emprego formal. Dados do Banco Central indicam endividamento das famílias próximo de 50%, e a Serasa Experian aponta 83,3 milhões de brasileiros inadimplentes, cerca de 51% da população adulta. Antes de se converter em consumo, parte relevante da renda é comprometida com dívidas, juros, prestações, aluguel e serviços essenciais. As apostas online (bets) são destacadas como um novo concorrente da renda disponível, com volume que teria ultrapassado R$ 30 bilhões por mês em 2026, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC). O texto também menciona o crescimento do comércio eletrônico internacional e das plataformas globais como fatores adicionais de competição. O artigo conclui que há uma fragmentação no destino da renda, com consumo migrando para pequenos negócios, MEIs, economia informal, serviços e bets. O autor defende a necessidade de repensar modelos de negócio e iniciativas como o Bolsa Família, além de disciplinar a expansão das bets, para lidar com a nova realidade de consumo no Brasil.
FONTE ORIGINAL:
https://www.sincovaganoticias.com.br/varejo-formal-tem-crescimento-real-negativo-ha-18-meses
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