IBeGI
Tema
Tamanho da Fonte
Estilo da Fonte

Inadimplência das famílias na Argentina triplica em 12 meses e atinge nível mais alto em 20 anos

Publicado em: 18/08/2026 19:07
Inadimplência das famílias na Argentina triplica em 12 meses e atinge nível mais alto em 20 anos
A inadimplência das famílias na Argentina triplicou em doze meses e atingiu o nível mais alto em 20 anos, durante o governo de Javier Milei. O principal problema apontado é o estancamento da renda e a disparada do custo de vida, sobretudo devido às tarifas sobre serviços muito acima da inflação desde que o presidente ultraliberal chegou ao poder em dezembro de 2023. Cerca de 5,8 milhões de argentinos são considerados inadimplentes, com mais de 90 dias de atraso no pagamento de suas dívidas, segundo o Banco Central do país. Metade deles consta na lista de dívidas incobráveis. A inadimplência bancária das famílias passou de 4,5% para 12,8% entre maio do ano passado e o mesmo mês em 2026, com leve desaceleração em junho, para 12,7%. No total, cerca de 21 milhões de argentinos, de uma população de 46 milhões, têm algum tipo de dívida. Os maiores atrasos são em empréstimos pessoais e cartões de crédito, que concentram mais de 70% dos inadimplentes, níveis inéditos desde a crise de 2001, segundo relatório do Centro de Economia Política. A curva de inadimplência aumentou quase cinco vezes desde novembro de 2024, período em que o acesso ao crédito era fácil e sustentou consumo, apesar de taxas que chegaram perto de 1.000% ao ano em carteiras digitais não bancárias. Os mais prejudicados são os jovens de até 30 anos. Segundo estatísticas do Banco Provincia, quase quatro em cada 10 jovens entre 18 e 21 anos não conseguem pagar suas dívidas e, desse grupo, nove em cada 10 se endividaram antes de obter o primeiro emprego formal. Também há créditos informais para trabalhadores informais, com taxas que começam em 260% ao ano, quadruplicando as taxas bancárias. O presidente Javier Milei afirma que o problema é "um acordo entre privados" e que ninguém obriga as pessoas a se endividarem. Em contrapartida, o presidente do Banco da Província de Buenos Aires, Juan Cuattromo, disse que o crescimento da inadimplência é resultado de um contexto macroeconômico que deteriorou a renda, o emprego e a atividade econômica. Bancos estatais e privados lançaram linhas de resgate com taxas reduzidas atreladas à inflação, embora com requisitos difíceis de cumprir.
FONTE ORIGINAL:
https://www.estadao.com.br/amp/internacional/inadimplencia-familias-argentina-nivel-mais-alto-20-anos-milei-npr
⚠️ Aviso Importante

Este conteúdo foi coletado e processado com o auxílio de inteligência artificial.
Podem ocorrer imprecisões na extração. Recomendamos consultar a fonte original, especialmente para informações sensíveis.
Todos os direitos e créditos pertencem à fonte original, disponível no link acima.
0%