IBeGI
Tema
Tamanho da Fonte
Estilo da Fonte

Recorde de 9,1 milhões de empresas inadimplentes supera números da pandemia e expõe desafios de juros, crédito e consumo

Publicado em: 18/08/2026 15:05
Recorde de 9,1 milhões de empresas inadimplentes supera números da pandemia e expõe desafios de juros, crédito e consumo
O número de empresas inadimplentes no Brasil atingiu um novo recorde, superando os níveis observados durante a pandemia de Covid-19. Dados da Serasa Experian mostram que 9,1 milhões de empresas estavam negativadas em junho, o maior patamar da série histórica do indicador. As dívidas somavam R$ 232,9 bilhões, com destaque para o impacto sobre micro e pequenas empresas, que concentram a maior parte dos registros. O avanço da inadimplência ocorre em um cenário de crédito mais restritivo, juros ainda elevados e menor ritmo de consumo, fatores que dificultam a recomposição do caixa das empresas e reduzem a capacidade de investimento. Segundo a Serasa Experian, as condições financeiras continuam limitando uma recuperação mais consistente do mercado de crédito, mesmo após o início do ciclo de redução da taxa básica de juros. A comparação com o período mais crítico da pandemia precisa considerar as diferenças entre os dois momentos. Em 2021, durante a crise sanitária, o número de empresas negativadas estava em torno de 5,9 milhões de CNPJs, com o principal impacto vindo da interrupção de atividades e da queda abrupta das receitas. Atualmente, a dificuldade ocorre com a economia em funcionamento, mas em um ambiente de custos financeiros elevados, menor capacidade de consumo das famílias e maior dificuldade para administrar dívidas acumuladas. As micro e pequenas empresas permanecem como o grupo mais afetado. Dos 9,1 milhões de CNPJs negativados, 8,6 milhões são micro e pequenas empresas, que acumulam R$ 201,4 bilhões em dívidas. O impacto é maior nesse segmento porque pequenos negócios geralmente possuem menor reserva financeira e dependem mais do fluxo regular de vendas para manter suas operações. Em um ambiente de crédito caro, muitas empresas passam a utilizar financiamento não para expansão, mas para manter o capital de giro e cumprir compromissos financeiros. A dificuldade das empresas ocorre paralelamente ao aumento do comprometimento financeiro das famílias. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aponta que 82% das famílias brasileiras estavam endividadas em julho, o maior nível da série histórica. Em 2021, a média anual de famílias endividadas ficou em 70,9%. Em julho, o comprometimento médio da renda das famílias com dívidas chegou a 29,5%. A combinação entre empresas com dificuldade de caixa e consumidores mais endividados cria um cenário de menor circulação de recursos na economia. Com menos consumo, os negócios enfrentam dificuldades para aumentar receitas; com crédito mais caro, torna-se mais difícil reorganizar dívidas e financiar novos investimentos. O recorde de inadimplência mostra um desafio para a retomada do crescimento, especialmente entre os pequenos empreendedores e setores mais dependentes do consumo interno.
FONTE ORIGINAL:
https://www.cadaminuto.com.br/noticia/2026/08/18/recorde-de-9-1-milhoes-de-empresas-inadimplentes-supera-numeros-da-pandemia-e-expoe-desafios-de-juros-credito-e-consumo
⚠️ Aviso Importante

Este conteúdo foi coletado e processado com o auxílio de inteligência artificial.
Podem ocorrer imprecisões na extração. Recomendamos consultar a fonte original, especialmente para informações sensíveis.
Todos os direitos e créditos pertencem à fonte original, disponível no link acima.
0%