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Inadimplência começa a cobrar a conta dos bancões no 2T26. Quem está mais bem preparado para enfrentar a piora no crédito?
Publicado em: 18/08/2026 06:14
A temporada de balanços do segundo trimestre de 2026 (2T26) revelou que a inadimplência começou a pressionar os grandes bancos brasileiros de forma desigual. Enquanto o Itaú manteve os atrasos sob controle, o Santander Brasil sentiu mais o peso das provisões e da compressão das margens. O Bradesco apresentou sinais de aumento do risco futuro, e o Banco do Brasil viu a deterioração se espalhar para a pessoa física e pequenas e médias empresas, além do agronegócio. No Santander, o CFO Carlos Muñiz indicou que a recuperação da rentabilidade pode ficar para 2027, citando juros elevados, ambiente macroeconômico adverso e a atualização dos modelos de risco exigida pela Resolução 4.966. O banco reduziu a exposição a linhas mais arriscadas, como crédito rotativo, e concentrou a expansão em financiamentos com garantia e clientes de maior renda, embora as novas safras ainda precisem ganhar escala. O Itaú apresentou quadro mais confortável, com atrasos de 15 a 90 dias na pessoa física estáveis em 3%. O CEO Milton Maluhy Filho classificou o aumento dos atrasos na pessoa jurídica como pontual, relacionado ao fim das carências de programas públicos, e afirmou não haver perspectiva de piora na pessoa física, com crescimento concentrado em segmentos de alta renda. O Bradesco reconheceu que o ambiente macroeconômico segue mais difícil que o previsto no início do turnaround. A estratégia é privilegiar operações com garantias reais, mas as provisões cresceram 21,4% no comparativo anual, influenciadas pela Resolução 4.966 e pelo fim das carências de programas como FGI e FGO. O saldo em Estágio 2 subiu 15% no trimestre, representando 5,5% da carteira. O Banco do Brasil viu a inadimplência acima de 90 dias no cartão de crédito praticamente dobrar em três meses, ligada a uma modalidade de parcelamento automático da fatura sem entrada. A operação foi interrompida no fim de março, com provisões antecipadas, mas o impacto apareceu com força no 2T26. A presidente Tarciana Medeiros afirmou que a carteira de pessoa física é calcada em linhas mais seguras, com foco em alta renda, consignado e recuperação de crédito. Analistas destacam que não há uma única história de crédito entre os bancões. O balanço do Santander frustrou expectativas, com queda de 40 pontos-base nos spreads, enquanto o Itaú teve recepção favorável. No Banco do Brasil, o mercado acompanha a qualidade do crédito no agro e no cartão para avaliar recuperação da rentabilidade e espaço para dividendos. No Bradesco, a atenção está na evolução das operações em Estágio 2 e na capacidade de transformar crescimento em retorno ajustado ao risco.
FONTE ORIGINAL:
https://www.seudinheiro.com/2026/empresas/inadimplencia-comeca-a-cobrar-a-conta-dos-bancoes-no-2t26-quem-esta-mais-bem-preparado-para-enfrentar-a-piora-no-credito-miql
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