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Bancos pedem revisão do teto de juros do novo crédito imobiliário

Publicado em: 19/08/2026 19:46
Bancos pedem revisão do teto de juros do novo crédito imobiliário
Os grandes bancos estão pleiteando junto ao Banco Central uma revisão no teto de juros de 12% ao ano incluído nas regras do novo modelo de crédito imobiliário, lançado pelo governo federal em outubro de 2025 e com entrada em vigor prevista para janeiro de 2027. A discussão entre as instituições financeiras e a autoridade monetária abrange três tópicos principais, segundo fontes ouvidas reservadamente. Uma das opções seria derrubar o teto, afastando a regulação sobre a taxa cobrada nos empréstimos. Um participante das conversas argumentou que o setor já tem bastante concorrência e não precisaria de um teto para as taxas. Outra alternativa seria acelerar a liberação dos depósitos compulsórios da caderneta de poupança, aumentando a liquidez do sistema como um todo, já que a liberação atual ocorreria de modo escalonado ao longo de dez anos. O terceiro tópico envolve um eventual adiamento na entrada em vigor do novo modelo de crédito enquanto a discussão não amadurece, com a hipótese de adiar o início da vigência para 2028. Esses aspectos vêm sendo discutidos pelas instituições com o Banco Central ao longo do ano, e a autoridade se mostrou disposta a realizar ajustes, avaliaram as fontes. O novo modelo altera as fontes de recursos dos financiamentos imobiliários. Até então, 65% dos recursos da poupança precisavam ser direcionados pelos bancos para o crédito imobiliário, 20% ficavam como depósitos compulsórios e 15% eram de uso livre. No novo modelo, o montante disponível para o crédito subirá para 80% ao longo de dez anos, com redução do compulsório para zero, e os bancos poderão usar livremente recursos da caderneta na proporção do que destinarem ao crédito imobiliário. Os bancos argumentam que o modelo impõe o desafio de substituição gradual do funding, já que a poupança tem custo reduzido (cerca de 8% ao ano) enquanto as novas fontes, como LCIs e mercado de capitais, têm taxas oscilando em torno da Selic (14% ao ano). Executivos do Bradesco e do Santander, além do presidente da Abecip, manifestaram preocupação com o teto de juros em cenário de taxas elevadas. O diretor de regulação do Banco Central, Gilneu Vivan, reconheceu que o limite de 80% de alocação em operações do SFH, com juros máximos de 12% ao ano, torna-se um desafio ao novo modelo baseado em captações a mercado, sinalizando que eventuais ajustes serão considerados. Ele afirmou que o novo modelo está em permanente reavaliação, não só quanto aos efeitos no período de testes, mas ao longo de toda a sua vigência.
FONTE ORIGINAL:
https://www.broadcast.com.br/news/bancos-pedem-revisao-do-teto-de-juros-do-novo-credito-imobiliario
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