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Brasil atinge recorde com 75 mi inadimplentes e dados mostram expectativa pro 2º semestre
Publicado em: 20/08/2026 16:05
O Brasil registrou em julho de 2026 um novo recorde histórico de inadimplência, com 75,08 milhões de pessoas com contas em atraso, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil. O número representa cerca de 44,75% da população adulta do país, com alta de 0,47% na comparação entre junho e julho. O perfil do endividado mostra que mais da metade da população entre 30 e 39 anos (53,68%) está negativada, totalizando 18,19 milhões de pessoas. Do total de inadimplentes, 51,39% são mulheres e 48,61% são homens. O valor médio devido por cada devedor é de R$ 5.205,30, e cada consumidor negativado deve, em média, a 2,34 empresas diferentes. As dívidas com instituições bancárias lideram o ranking, representando 65,91% dos registros, seguidas por contas de água e energia elétrica (10,63%) e comércio (8,21%). As contas básicas de consumo tiveram o maior crescimento setorial na inadimplência, com alta de 22%. Quase metade das pendências se concentra em valores menores: 28,94% dos devedores devem até R$ 500,00, e dívidas de até R$ 1 mil representam 41,16% do total. Pesquisa realizada com leitores do blog aponta que 44% dos entrevistados consideram os juros altos das dívidas o maior obstáculo para regularizar a situação, enquanto 27% citam imprevistos que tiraram as contas do controle. Outros 19% afirmam que a renda atual não é suficiente e 9% apontam falta de organização financeira. O presidente da CNDL, José César da Costa, avalia que programas de renegociação como o Desenrola não têm sido suficientes para conter a expansão do cenário. Para o segundo semestre, os inadimplentes indicam planos de usar recursos extras para quitar pendências: 35% pretendem contratar empréstimo, 22% contam com o salário mensal, 13% planejam usar saldo do FGTS (rescisão ou Saque-Aniversário) e outros 13% pretendem participar de programas de renegociação como o Desenrola Brasil. Além disso, 11% esperam usar o valor das férias ou venda de férias, e 7% contam com o 13º salário. A pesquisa também revela percepções sobre crédito para negativados: 42% dos respondentes acreditam ser impossível conseguir crédito com o nome sujo, e 23% têm medo de cair em golpes ao buscar opções de empréstimo. O levantamento destaca ainda que dívidas com duração entre 4 e 5 anos tiveram aumento de 38,97% na comparação anual.
FONTE ORIGINAL:
https://meutudo.com.br/blog/noticias/2026/08/20/negativados-somam-75-milhoes-e-revelam-os-recursos-que-pretendem-usar-no-2o-semestre-2026
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