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Com inadimplência alta, crédito fica mais restrito, diz BC
Publicado em: 20/08/2026 15:22
Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central avaliaram que as condições de oferta de crédito ficaram mais restritivas no 2º trimestre de 2026, com exceção do crédito habitacional, que permaneceu estável. A informação consta da Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito (PTC), divulgada em 20 de agosto de 2026. A inadimplência continua entre os principais fatores de restrição à oferta. Para grandes empresas, o índice de inadimplência do mercado ficou em -0,71 no 2º trimestre, levemente menor que os -0,73 do 1º trimestre, com expectativa de -0,62 para o 3º trimestre. Entre MPMEs, o nível passou de -0,68 para -0,46 no período, mas deve voltar a pressionar no 3º trimestre, com projeção de -0,54. A demanda por crédito se fortaleceu nos quatro segmentos analisados: grandes empresas, MPMEs, consumo e habitacional. Para grandes empresas, a necessidade de capital de giro teve índice de 0,62 no 2º trimestre, acima dos 0,59 anteriores, com expectativa de avanço para 0,67. Nas MPMEs, o índice passou de 0,28 para 0,42 e deve chegar a 0,62 no 3º trimestre. No crédito para consumo, a inadimplência foi um dos principais fatores de restrição, com índice de -0,56 no 2º trimestre, ante -0,47 no 1º. A tolerância ao risco também pressionou a oferta, passando de -0,18 para -0,38. Para o 3º trimestre, os bancos projetam melhora da inadimplência para -0,13, mas manutenção da tolerância ao risco em -0,38. O crédito habitacional foi a exceção, com oferta estável. O custo e a disponibilidade de funding tiveram efeito positivo, com índice de 0,29, depois de -0,14 no trimestre anterior. A inadimplência teve efeito menos restritivo, passando de -0,57 para -0,14, mas os bancos esperam nova pressão no 3º trimestre, com índice projetado de -0,57. A pesquisa foi realizada de 13 a 31 de julho e ouviu 70 instituições financeiras: 21 no segmento de grandes empresas, 26 em MPMEs, 16 em crédito para consumo e 7 em crédito habitacional. O BC ressalta que os resultados representam exclusivamente a avaliação das instituições participantes, e não a posição da autoridade monetária.
FONTE ORIGINAL:
https://www.poder360.com.br/poder-economia/com-inadimplencia-alta-credito-fica-mais-restrito-diz-bc
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