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Endividamento do consumidor de Fortaleza cai ao menor nível em 12 meses, aponta IPDC
Publicado em: 20/08/2026 15:03
O percentual de consumidores de Fortaleza com algum tipo de dívida caiu para 67,8% em agosto, o menor nível dos últimos 12 meses, segundo a Pesquisa de Endividamento do Consumidor (IPDC), realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará, da Fecomércio Ceará. Em junho, o índice estava em 69,6%, uma diferença de 1,8 ponto percentual. A inadimplência também apresentou queda. O percentual de consumidores com dívidas ou contas em atraso passou de 16,8% em julho para 16,5% em agosto, o menor resultado dos últimos cinco anos. O prazo médio de atraso é de 76 dias. Entre os motivos apontados para o não pagamento estão o desequilíbrio financeiro, citado por 52,4% dos entrevistados, e o adiamento do pagamento para destinar os recursos a outras finalidades, com 45,9%. Em agosto, os consumidores endividados comprometiam, em média, 41,8% da renda familiar com o pagamento de dívidas. Em junho, eram 41%. O valor médio das dívidas ficou em R$ 1.887, com prazo médio de nove meses para quitação. O cartão de crédito segue como principal modalidade de crédito utilizada, citado por 82,6% dos consumidores endividados. Os gastos do dia a dia aparecem entre as principais razões para recorrer ao crédito. A compra de alimentos a prazo foi apontada por 57,9% dos entrevistados, seguida por tratamentos de saúde, com 31,2%, e aluguel residencial, com 26,5%. A taxa de inadimplência potencial ficou em 8,5% em agosto, inferior aos 8,7% registrados em junho. A pesquisa também revela dados sobre organização financeira: 78,1% dos consumidores afirmam fazer orçamento mensal e acompanhar seus gastos e rendimentos. Entre as principais razões para o desequilíbrio financeiro estão a falta de orçamento e controle dos rendimentos, citada por 44,3% dos consumidores, o aumento dos gastos essenciais, por 31%, e as compras por impulso, por 22,4%. O conjunto dos indicadores aponta para uma melhora no quadro de endividamento em Fortaleza, com menos consumidores comprometidos com dívidas e menor nível de atraso. A pressão sobre a renda, porém, permanece. A manutenção desse cenário dependerá da capacidade das famílias de controlar novas despesas e administrar o crédito disponível.
FONTE ORIGINAL:
https://www.fecomercio-ce.com.br/blog/endividamento-do-consumidor-de-fortaleza-cai-ao-menor-nivel-em-12-meses
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