IBeGI
Tema
Tamanho da Fonte
Estilo da Fonte

Bancões engordam 'dinheiro do colchão' e acumulam R$ 47 bi para enfrentar calotes; perigo à vista para BBAS3, ITUB4, SANB11 e BBDC4?

Publicado em: 20/08/2026 07:35
Bancões engordam 'dinheiro do colchão' e acumulam R$ 47 bi para enfrentar calotes; perigo à vista para BBAS3, ITUB4, SANB11 e BBDC4?
Os cinco maiores bancos listados no Brasil — Bradesco, Itaú, Santander, Banco do Brasil e BTG Pactual — somaram lucro de R$ 30 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 11,1% ante o mesmo período de 2025, segundo dados da Elos Ayta. No mesmo intervalo, as provisões para devedores duvidosos (PDD) subiram de R$ 40 bilhões para R$ 47 bilhões, indicando que a deterioração do cenário de crédito está sendo absorvida pelos balanços das instituições. O Bank of America aponta que as provisões cresceram acima das carteiras de empréstimos nos últimos trimestres, elevando o custo do risco e sugerindo maior probabilidade de inadimplência. Dados complementares reforçam o quadro: o endividamento das famílias atingiu recorde de 82% em julho, as recuperações judiciais de empresas saltaram 65,8% entre o 2T23 e o 2T26, e a inadimplência de pessoas jurídicas passou de 1,5% em 2020 para 4% atualmente. A qualidade do crédito ao consumidor piorou, com os NPLs avançando 20 pontos-base no trimestre e 50 pontos-base no acumulado do ano, mesmo com o programa Desenrola. Bancos com carteiras mais concentradas ou maior exposição a clientes de baixa renda, como Santander e Porto Bank, registraram as maiores elevações no custo do risco. O Porto Bank viu o lucro cair 32,5%, enquanto as perdas com crédito dispararam 67%. O Banco do Brasil reportou lucro acima do consenso, mas com inadimplência do cartão de crédito subindo de 7% para 15% em um trimestre e indicadores pressionados em pessoas físicas (8,41%) e MPMEs (9,7%). O Santander teve o pior resultado em três anos, com lucro de R$ 3 bilhões, queda de 17,6%, e ROE de 12,5%, abaixo do custo de capital. Já Itaú e Bradesco mantiveram custo do risco relativamente estável, apoiados em carteiras mais diversificadas. O Itaú lucrou R$ 12,4 bilhões, com alta de 7,8% e crescimento de 10% na carteira, puxado por linhas de menor risco como consignado e imobiliário. O Bradesco registrou lucro recorrente de R$ 7,1 bilhões, alta de 16,2%, com estratégia de crescimento seletivo. Nubank e Mercado Livre foram exceções, com melhora no custo do risco apesar da deterioração dos ativos. Especialistas avaliam que os bancos seguem sólidos, mas o ambiente de crédito deve permanecer adverso nos próximos trimestres, com juros altos e endividamento elevado.
FONTE ORIGINAL:
https://www.moneytimes.com.br/bancoes-turbinam-provisoes-e-acumulam-r-47-bilhoes-contra-calotes-no-2t26-perigo-a-vista-para-bbas3-itub4-sanb11-e-bbdc4-rnda
⚠️ Aviso Importante

Este conteúdo foi coletado e processado com o auxílio de inteligência artificial.
Podem ocorrer imprecisões na extração. Recomendamos consultar a fonte original, especialmente para informações sensíveis.
Todos os direitos e créditos pertencem à fonte original, disponível no link acima.
0%