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Galípolo: 'Não dá para comemorar crédito e reclamar que endividamento cresceu'

Publicado em: 24/08/2026 13:02
Galípolo: 'Não dá para comemorar crédito e reclamar que endividamento cresceu'
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, apontou um cenário atípico no mercado de crédito brasileiro: a elevação do endividamento das famílias está ocorrendo em um período de juros historicamente altos, e não na fase de relaxamento monetário, como seria comum. Em palestra na Febraban Tech 2026, ele destacou que a expansão do acesso ao crédito e a popularização dos serviços financeiros geram um efeito colateral nos indicativos de dívida. Galípolo observou que o crescimento do crédito, por definição, implica o aumento da dívida de alguém. Ele citou o exemplo do Consignado Privado para CLTs, que cresceu 145% entre março de 2025 e março de 2026, enquanto a inadimplência nessa modalidade subiu de 5% para 6,7% no mesmo período, conforme dados do Relatório de Política Monetária (RPM). O diretor do BC diferenciou o endividamento para constituição de ativos, como o financiamento imobiliário, do contraído para consumo efêmero, que apresenta maior risco. Ele afirmou que a autoridade monetária tem como objetivo, no próximo ciclo a partir de 2027, trabalhar para reduzir esse tipo de dívida. O cenário é marcado por uma taxa Selic que permaneceu em 15% ao ano por mais de seis meses e atualmente está em 14% a.a., em território contracionista. Projeções de mercado indicam que os juros devem seguir em dois dígitos até o final de 2029.
FONTE ORIGINAL:
https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2026/08/7485957-galipolo-nao-da-para-comemorar-credito-e-reclamar-que-endividamento-cresceu.html
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