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Inadimplência entre os mais pobres é quase o dobro da taxa média do país, aponta Febraban
Publicado em: 26/08/2026 20:30
Dados da Febraban apresentados no Seminário de Relacionamento com o Consumidor revelam que a taxa de inadimplência (atrasos acima de 90 dias) entre consumidores com renda de até dois salários mínimos é de 6,14%, patamar quase o dobro da média nacional de 3,74% registrada em setembro. A abertura dos dados mostra que a vulnerabilidade financeira se agravou a partir de 2020. A inadimplência é particularmente mais intensa nas operações de cartão de crédito, atingindo 12,8% nas faixas de renda mais baixas, contra uma média de 7,6% no país. Segundo Vicente de Chiara, diretor-executivo de assuntos jurídicos da Febraban, o quadro reflete uma situação de vulnerabilidade que existia antes da pandemia e se agravou posteriormente. O diretório de devedores da Serasa complementa esse diagnóstico. Dos 240,9 milhões de compromissos financeiros em atraso, apenas 29,5% referem-se a créditos bancários. A maior parte está vinculada a contas de consumo, varejistas e outros serviços, evidenciando que uma parcela significativa dos endividados não consegue honrar compromissos básicos como água e luz. O debate sobre o "mínimo existencial", conceito que surgiu com a Lei do Superendividamento, é citado como um caminho para tratar o problema. A legislação define que um consumidor está em situação de superendividamento quando não pode pagar suas dívidas sem comprometer esse mínimo. No entanto, não há consenso sobre o valor a ser adotado, embora um decreto federal indique 25% do salário mínimo.
FONTE ORIGINAL:
https://trademap.com.br/noticias/news-3199096
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