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Inadimplência do consignado privado atinge recorde de 10% em julho, aponta Banco Central
Publicado em: 28/08/2026 13:45
A inadimplência do crédito consignado privado destinado a trabalhadores com carteira assinada atingiu 10% em julho de 2026, segundo dados do Banco Central. Esse percentual, que considera parcelas com atraso superior a 90 dias, representa o maior nível desde o início da série histórica em março de 2011. O indicador vinha crescendo de forma contínua desde novembro de 2025, quando estava em 5%. O Banco Central destacou a velocidade desse aumento, classificando-o como estatisticamente significativo e acima do padrão observado em outras séries de crédito. Parte da elevação está associada à própria expansão da modalidade. Em março de 2025, o governo reformulou o consignado privado com o programa Crédito do Trabalhador, ampliando o acesso a trabalhadores do setor privado pela CLT. O volume mensal de concessões saltou de menos de R$ 1,5 bilhão para uma média de R$ 6,6 bilhões entre março de 2025 e julho de 2026. No novo modelo, a taxa de inadimplência inicialmente se manteve baixa, pois as estatísticas do Banco Central consideram o atraso a partir de 90 dias. Com a maturação dos contratos firmados durante o período de forte expansão, a parcela de operações inadimplentes passou a pesar mais no estoque total. O Banco Central também apontou a necessidade de adaptação das instituições financeiras ao novo formato, que ampliou tanto a base de clientes quanto o número de ofertantes. Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, ainda não é possível determinar o ponto de estabilidade da inadimplência nessa modalidade. O aumento da inadimplência do consignado privado se insere em uma tendência mais ampla. A taxa de inadimplência das famílias em geral subiu de 5,4% em junho para 5,8% em julho. No crédito livre, o percentual passou de 7,4% para 7,8%, e no crédito direcionado, de 3% para 3,4%, todos atingindo recorde histórico.
FONTE ORIGINAL:
https://www.osul.com.br/inadimplencia-do-consignado-privado-atinge-recorde-de-10-em-julho-aponta-banco-central
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