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Crédito caro e renda pressionada acarretam inadimplência recorde no país
Publicado em: 29/08/2026 15:53
A inadimplência no Sistema Financeiro Nacional atingiu 4,88% da carteira total em julho, marca recorde da série histórica iniciada em 2011. O phenomenono é vinculado ao ciclo de crédito barato durante a pandemia, seguido por um choque de juros que elevou o custo das operações. A taxa básica Selic subiu de 2% em 2020 para 15% ao ano em junho de 2025, encarecendo empréstimos e tensionando o orçamento das famílias. A inadimplência de pessoas físicas alcançou 5,81%, patamar igualmente recorde, apesar de programas governamentais como o Novo Desenrola Brasil. Economistas apontam que o problema é estrutural, associado à má distribuição de renda e à pressão inflacionária. A demanda por crédito durante o período pandêmico, impulsionada por linhas emergenciais de risco elevado, criou uma base de endividamento que agora enfrenta dificuldades de pagamento. Os balanços de grandes bancos refletem o cenário pressionado, com o Bradesco reconhecendo "ambiente de inadimplência pressionada" e "mercado de crédito com mais riscos". Analistas destacam que a inadimplência persistente pode elevar o prêmio de risco exigido para novos financiamentos, limitando o acesso ao crédito produtivo. O financiamento público da dívida, altamente rentável, é apontado como fator que competir por capital e mantém a curva de juros futuros estressada, encarecendo o crédito para consumidores e empresas. O ciclo de desaceleração econômica e seus impactos sobre o emprego ainda estão em fase inicial.
FONTE ORIGINAL:
https://oacreagora.com/credito-caro-e-renda-pressionada-levam-inadimplencia-a-recorde-no-pais
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