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PIB do Brasil deve desacelerar no 2º tri e reforçar cortes graduais da Selic - Investing.com Brasil - Finanças, Câmbio e Investimentos
Publicado em: 31/08/2026 17:00
A economia brasileira deve registrar desaceleração no segundo trimestre de 2026, com a mediana das expectativas apontando crescimento de 0,4% no trimestre, frente a 1,1% no trimestre anterior. A perda de impulso é atribuída à menor contribuição da agropecuária e da indústria extrativa, à diminuição do impacto dos estímulos fiscais e aos efeitos dos juros elevados sobre crédito, consumo e investimentos. O resultado,尽管 sendo de expansão, é visto como sinal de que os efeitos contracionistas da política monetária estão se disseminando. Para o Comitê de Política Monetária (Copom), a leitura é compatível com a continuidade dos cortes graduais da taxa Selic, mas não necessariamente com uma aceleração do ritmo, dada a resiliência do mercado de trabalho e da inflação de serviços. Pela ótica da demanda, os principais sinais de enfraquecimento aparecem no consumo das famílias e nos investimentos. O consumo deve ter crescido menos, refletindo a acomodação da massa salarial, a desaceleração do crédito às pessoas físicas e o elevado comprometimento da renda com o pagamento de dívidas. A inadimplência de consumidores e empresas é citada como um dos fatores de revisão de projeções. Investimentos devem ter ficado próximos da estabilidade na comparação anual, sustentados por importações de bens de capital, enquanto a produção doméstica permaneceu fraca. Esse cenário é consistente com o efeito defasado da política monetária, onde crédito mais caro e maior comprometimento da renda reduzem a capacidade de consumo e tornam empresas mais cautelosas. O impulso fiscal, que sustentou a economia no início do ano, teve efeito menor que o esperado. A ampliação da isenção do Imposto de Renda e a redução da fila do INSS não se converteram no aumento de consumo e benefícios projetados. Com a dissipação desses estímulos, os efeitos dos juros elevados sobre o crédito e a atividade econômica tornam-se mais evidentes. Perspectivas para o segundo semestre indicam perda adicional de dinamismo, com risco de estagnação. A combinação de juros reais elevados, endividamento das famílias e empresas, menor impulso fiscal e desaceleração do crédito aumenta a incerteza. Para instituições de crédito e cobrança, o cenário sugere um ambiente de maior risco de inadimplência e necessidade de calibragem mais precisa na concessão de novos créditos.
FONTE ORIGINAL:
https://br.investing.com/news/economic-indicators/pib-do-brasil-deve-desacelerar-no-2o-tri-e-reforcar-cortes-graduais-da-selic-2053558
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