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MS tem a segunda menor inadimplência do FCO no Centro-Oeste
Publicado em: 11/09/2026 16:55
Mato Grosso do Sul apresentou, até julho, a segunda menor taxa de inadimplência nas operações do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), com índice de 0,76%. O resultado ficou abaixo da média regional de 0,83% e foi superado apenas pelo Distrito Federal. O saldo total de parcelas vencidas no estado foi de R$ 117,7 milhões, contra um saldo de R$ 15,5 bilhões em parcelas vincendas. O documento do Banco do Brasil, que opera o fundo, detalha a composição do crédito. Em Mato Grosso do Sul, 80% das operações são direcionadas ao setor agropecuário e 20% para o setor empresarial. A inadimplência do FCO é considerada baixa quando comparada a indicadores do mercado bancário, como a carteira rural do próprio Banco do Brasil, que atingiu 6,27% de inadimplência com atraso superior a 90 dias no segundo trimestre. Entre os fatores apontados para a baixa inadimplência está o bônus de adimplência, que concede desconto de 15% sobre os juros para tomadores que mantêm os pagamentos em dia. Esse mecanismo, vigente no FCO Rural desde 2024, foi mantido em resolução do Conselho Monetário Nacional para contratos entre julho de 2026 e junho de 2027. A política tem como objetivo estimular o cumprimento dos prazos de pagamento. Outro elemento citado é o rigor na análise de crédito aplicado pelas instituições financeiras operadoras. O relatório indica que o Banco do Brasil adota critérios mais criteriosos na concessão de crédito com recursos do FCO em comparação com sua carteira própria, gerenciando o recurso federal com maior cautela. Em julho, o saldo da carteira de risco assumida pelo banco no FCO era de R$ 58,5 bilhões. No Centro-Oeste, a inadimplência variou entre os estados. Goiás apresentou a maior taxa, com 0,93%, seguido por Mato Grosso, com 0,84%. O saldo acumulado dos empréstimos do fundo na região até julho era de R$ 63,132 bilhões, com R$ 526,149 milhões em parcelas vencidas. O orçamento previsto para o fundo na região em 2026 é de R$ 15,959 bilhões, parte proveniente do retorno de financiamentos anteriores e outra de repasses do Tesouro Nacional.
FONTE ORIGINAL:
https://www.campograndenews.com.br/economia/mesmo-com-agro-endividado-mato-grosso-do-sul-mantem-inadimplencia-baixa-no-fco
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