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Endividamento das famílias bate novo recorde

Publicado em: 13/09/2026 05:00
Endividamento das famílias bate novo recorde
O endividamento das famílias brasileiras permaneceu em 82% em agosto de 2026, repetindo o recorde de julho e marcando o sétimo mês consecutivo no maior nível da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). O dado considera famílias com compromissos financeiros a vencer, como cartões, carnês, empréstimos e financiamentos, indicando que estar endividado não equivale automaticamente a inadimplência. Indicadores de risco apresentaram deterioração no período. A parcela de famílias com dívidas em atraso subiu de 29,8% para 29,9%, e o percentual que não tem condições de quitar essas pendências atingiu 12,5%, maior patamar desde fevereiro. O tempo médio de atraso aumentou de 64,6 para 65 dias, com concentração significativa na faixa entre 30 e 90 dias (29,1% dos casos), sinalizando dificuldade na regularização rápida dos compromissos. O comprometimento da renda também apresentou tensões. Em agosto, 19,2% das famílias destinaram mais da metade de seus rendimentos mensais ao pagamento de dívidas, leve aumento em relação a julho. Enquanto o comprometimento médio geral se estabilizou em 29,5%, uma parcela crescente de consumidores enfrenta pressão orçamentária acentuada sobre despesas essenciais. O cenário é particularmente desafiador entre famílias com renda de até três salários mínimos, onde o endividamento atingiu 85,1% e a inadimplência avançou para 38,8%. Nesse grupo, 18,3% declararam não ter condições de pagar as pendências. Em comparação, entre famílias com renda superior a dez salários mínimos, o endividamento foi de 72,3% e a inadimplência recuou para 14,9%, evidenciando maior vulnerabilidade nosegmentos de menor renda. O cartão de crédito continua como principal instrumento de endividamento, presente em mais de 85% das famílias endividadas na edição de julho da Peic. Especialistas destacam que o risco não está na utilização do crédito em si, mas na acumulação de parcelas que passam a consumir fração excessiva da renda disponível, comprometendo a capacidade de manutenção do orçamento familiar nos meses seguintes.
FONTE ORIGINAL:
https://seucreditodigital.com.br/endividamento-familias-agosto-recorde-cnc
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