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Brasileiro atrasa condomínio para pagar cartão de crédito
Publicado em: 14/09/2026 17:38
Dados de levantamentos recentes indicam que a inadimplência em taxas condominiais no Brasil atingiu patamares recorde. No primeiro semestre de 2026, 12,50% das cotas estavam atrasadas há mais de 30 dias, segundo a uCondo. A tendência é de alta anual desde 2022, refletindo um cenário de pressão financeira sobre o orçamento das famílias. O comportamento é descrito como "inadimplência estratégica", em que o consumidor prioriza o pagamento de dívidas com juros mais elevados, como o rotativo do cartão de crédito (com taxas acima de 400% ao ano). A taxa condominial, com juros convencionais limitados a aproximadamente 14,2% ao ano, acaba sendo postergada. Uma pesquisa da Pontual Garantidora aponta que a cota condominial representa em média 25% da renda familiar em grandes centros, como São Paulo e Niterói. A inadimplência impacta diretamente a gestão e a saúde financeira dos condomínios. O atraso no pagamento de uma unidade reduz a arrecadação, prejudicando a capacidade de manter serviços essenciais como limpeza, segurança e manutenção. Para compensar o rombo, o custo pode ser rateado entre os condôminos adimplentes, elevando a despesa individual de quem paga em dia. O estudo regional da uCondo revela disparidades na inadimplência condominial. O Norte apresenta o maior índice (19,09%), seguido pelo Nordeste (12,71%) e Sudeste (12,28%). A Pontual Garantidora, que atende mais de mil condomínios, reporta uma média de inadimplência superior a 16% para atrasos acima de 30 dias. Do ponto de vista jurídico, a dívida condominial possui a característica de "propter rem", ou seja, está vinculada ao imóvel. O débito não desaparece com a venda e pode gerar custos adicionais com juros, multas e honorários advocatícios. Em casos extremos, a cobrança pode resultar no leilão do imóvel. Apesar da tendência de alta, há sinais de recuperação. Segundo a uCondo, o monitoramento até julho de 2026 mostrou uma queda na inadimplência pós-30 dias para 9,74%, com a recuperação posterior de 16,46% dos débitos atrasados no semestre anterior.
FONTE ORIGINAL:
https://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/brasileiro-atrasa-condominio-para-pagar-cartao-de-credito
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