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Inadimplência dispara no Agro e bancos retomam fazendas

Publicado em: 14/09/2026 17:23
Inadimplência dispara no Agro e bancos retomam fazendas
A inadimplência no agronegócio brasileiro atingiu um volume de R$ 48 bilhões em junho de 2026, com a taxa de atrasos subindo de 0,54% para 5,63% em cinco anos. O montante concentra-se em produtores rurais mais capitalizados, que detêm R$ 29 bilhões desse total. Instituições financeiras intensificam a execução de garantias e a retomada de imóveis rurais como resposta aos atrasos. O Banco do Brasil, maior financiador do setor, iniciou em 2026 a retomada definitiva de mais de 130 propriedades, afirmando que a renegociação continua sendo a prioridade. Houve uma mudança significativa na estrutura do crédito rural, com a adoção acelerada da alienação fiduciária. Entre grandes produtores financiados pelo Banco do Brasil, a utilização dessa garantia saltou de 3% na safra 2024/25 para 63% na safra seguinte, permitindo a consolidação da propriedade por procedimento extrajudicial. O Santander adotou uma estratégia diferente para gerenciar ativos retomados, estruturando parte deles em Fiagros como único cotista de um fundo com R$ 97 milhões em imóveis rurais. Bancos como Banco do Brasil, Bradesco e Santander não informam quantos hectares controlam, mas a tendência de instituições financeiras administrarem terras como ativos financeiros está se consolidando. A crise de crédito também afetou a indústria de equipamentos agrícolas, com vendas de colheitadeiras caindo 85% desde 2022 e tratores recuando 42%. O governo lançou novos mecanismos de renegociação, com o Banco do Brasil estimando que até R$ 100 bilhões de sua carteira podem se enquadrar nessas linhas.
FONTE ORIGINAL:
https://jornalpanoramaminas.com.br/inadimplencia-dispara-no-agro-e-bancos-retomam-fazendas
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