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Depois de meses de alta, inadimplência dá primeiro sinal de trégua no estado e na Capital
Publicado em: 15/09/2026 17:40
Mato Grosso encerrou agosto de 2026 com uma leve queda na inadimplência dos consumidores, representando o primeiro sinal de redução após meses de alta. De acordo com dados do SPC Brasil para a CDL Cuiabá, houve uma queda de 2,23% no número de inadimplentes entre julho e agosto, afetando quase 1,5 milhão de consumidores, ou 47,80% da população adulta do estado, com restrição de crédito. A quantidade de dívidas em atraso também recuou 2,38% no mês, embora acumule uma alta de 8,90% em 12 meses. O perfil predominante dos inadimplentes é masculino (53,42%) e concentrado na faixa etária de 30 a 49 anos. O valor médio das dívidas no estado é de R$ 6.119,63, com um tempo médio de atraso de 29,5 meses. A maioria das dívidas está em prazos prolongados: 35,70% estão em aberto entre um e três anos, e 40,13% ultrapassam os três anos. Os bancos concentram a maior fatia dos débitos, com 54,81%, seguidos por comércio (21,94%), outros segmentos (10,91%), água e luz (8,17%) e comunicação (4,17%). Na capital Cuiabá, aproximadamente 258 mil consumidores adultos apresentaram restrição de crédito em agosto. A inadimplência caiu 2,52% no mês a mês, e as dívidas em atraso reduziram-se em 2,95%. O perfil dos inadimplentes cuiabanos é predominantemente masculino (52,10%), com idade média de 45,4 anos e concentração entre 30 e 49 anos. O valor médio das dívidas em Cuiabá é de R$ 6.631,99, com tempo médio de atraso de 30,2 meses. Mais da metade das dívidas (58,28%) está aberta há mais de um ano. Os bancos lideram entre os credores, com 61,09% das dívidas registradas, seguidos por comércio (14,85%), água e luz (8,76%), outros segmentos (12,33%) e comunicação (2,97%). O presidente da CDL Cuiabá observou que o recuo mensal é um indício de reorganização familiar e destacou a importância do diálogo e negociação viável entre comércio e consumidor.
FONTE ORIGINAL:
https://en.com.br/depois-de-meses-de-alta-inadimplencia-da-primeiro-sinal-de-tregua-no-estado-e-na-capital
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