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Febre na renda fixa derruba taxas e relação risco-retorno começa a preocupar
Publicado em: 15/09/2026 05:00
Os fundos de direitos creditórios (FIDCs) no Brasil aproximam-se de R$ 1 trilhão em patrimônio, impulsionados por alta demanda de investidores atraídos por taxas elevadas, sem come-cotas ou marcação a mercado. No entanto, o excesso de procura está comprimindo as remunerações, com cotas seniores chegando a níveis que preocupam o mercado quanto à relação risco-retorno. A queda nas taxas reflete mais dinheiro disputando um número limitado de operações de crédito privado, enquanto a oferta de novas operações não cresce no mesmo ritmo devido a uma economia mais fraca. Isso leva gestoras a aceitarem prêmios menores para garantir espaço em FIDCs, elevando riscos potenciais para investidores. A maior concentração de preocupação gira em torno de inadimplência e fraude, especialmente em um ambiente de crescimento rápido. Gestoras destacam a necessidade de alinhar interesses entre originadores e investidores, como mediante a entrada de cedentes em cotas subordinadas, para mitigar exposições. Para enfrentar esses desafios, empresas estão reforçando monitoramento de carteiras, ampliando equipes e implementando roteiros detalhados de avaliação, incluindo análise de governança e histórico de desempenho. Algumas optam por manter parte da carteira em caixa, priorizando a proteção de capital em um crédito mais seletivo. Investidores são aconselhados a avaliar não apenas as taxas, mas também a qualidade dos recebíveis, a estrutura de subordinação, a liquidez e o histórico de perdas. Em um mercado de crédito mais cauteloso, a proteção estrutural torna-se essencial para dimensionar riscos adequadamente.
FONTE ORIGINAL:
https://www.infomoney.com.br/onde-investir/febre-dos-fidcs-derruba-taxas-e-relacao-risco-retorno-comeca-a-preocupar
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