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É cedo para dizer que inadimplência atingiu o pior momento, diz economista da Serasa

Publicado em: 15/09/2026 02:00
É cedo para dizer que inadimplência atingiu o pior momento, diz economista da Serasa
O Brasil registra um número recorde de inadimplentes, com 83,9 milhões de pessoas (51% da população adulta) em situação de default, superando os 40% observados há uma década. O saldo negativado na base da Serasa Experian ultrapassa R$ 500 bilhões em dívidas, com marcas mensais batidas desde janeiro de 2025. Segundo Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa Experian, ainda não é possível afirmar que a inadimplência atingiu o seu pior momento. Elevados juros de longo prazo e uma perspectiva de desaceleração econômica tendem a pressionar famílias e empresas, dificultando uma melhoria nos níveis de default. A situação é mais aguda entre as camadas de menor renda: 78% dos inadimplentes mapeados recebem até dois salários mínimos, e 48% até um salário mínimo. A dívida média por pessoa fica entre R$ 6 mil e R$ 7 mil, distribuída em cerca de quatro dívidas, com ticket médio próximo de um salário mínimo. A economista aponta que a dinâmica da curva de juros e um prêmio de risco elevado, ligado à falta de clareza na política fiscal, afetam o governo, o setor produtivo e as famílias. A expectativa é de que o período pós-eleitoral traga maior coordenação entre as políticas econômicas. A oferta de crédito, que crescia em ritmo de dois dígitos entre 2021 e 2024, agora desacelera, reduzindo a capacidade das famílias de rodar dívidas. Políticas de estímulo ao crédito e renegociação têm efeito limitado, sem resolver causas estruturais ligadas às taxas de juros e à trajetória fiscal.
FONTE ORIGINAL:
https://www.bloomberglinea.com.br/brasil/e-cedo-para-dizer-que-inadimplencia-atingiu-o-pior-momento-diz-economista-da-serasa?outputType=amp
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