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Varejo cai mais que o esperado em julho e reforça desaceleração
Publicado em: 16/09/2026 05:00
Em julho, o volume de vendas no varejo apresentou queda de 0,8%, superando a expectativa de recuo de 0,1%. Esse resultado reforça a desaceleração da atividade econômica observada na transição do primeiro para o segundo trimestre. Economistas atribuem o desempenho negativo a fatores macroeconômicos, como a taxa Selic em 14% ao ano, que mantém o ambiente restritivo. Além disso, famílias endividadas e com orçamentos apertados limitam o consumo, mesmo com mercado de trabalho favorável. A queda foi disseminada entre segmentos e estados, com 20 das 27 unidades federativas registrando retração. Setores como vestuário (-2,7%), móveis e eletrodomésticos (-4,9%) foram os principais responsáveis, enquanto bens essenciais como supermercados e artigos farmacêuticos mostraram resiliência. O fim da "taxa das blusinhas" pode ter impactado vendas de vestuário, e programas de crédito governamentais como o Move Brasil e o Reforma Casa Brasil apresentaram baixa adesão, com utilização parcial de seus orçamentos. O cenário aponta para um ambiente de crescimento moroso, com implicações potenciais para o risco de crédito e a inadimplência, dado o endividamento elevado das famílias.
FONTE ORIGINAL:
https://valor.globo.com/google/amp/brasil/noticia/2026/09/16/varejo-cai-mais-que-o-esperado-em-julho-e-reforca-desaceleracao.ghtml
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