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Banco Central vai monitorar bitcoin em autocustódia: o que muda

Publicado em: 25/09/2026 09:33
Banco Central vai monitorar bitcoin em autocustódia: o que muda
O Banco Central do Brasil publicou duas novas resoluções que alteram a regulamentação de criptomoedas, focando em autocustódia, transparência de exchanges e relações com bancos. As medidas visam alinhar o país a padrões internacionais de monitoramento e compliance. A Resolução 588 exige que transferências de criptoativos para ou de carteiras autocustodiadas, acima de US$ 10 mil, sejam reportadas às autoridades. Essa obrigatoriedade entra em vigor em outubro de 2026, representando a primeira vez que o regulador brasileiro enquadra explicitamente a autocustódia nas regras de prevenção à lavagem de dinheiro. A Resolução 589 obriga exchanges a fornecer relatórios contábeis periódicos com demonstrações verificáveis sobre fundos custodiados para clientes. Essa exigência, implementada a partir de janeiro de 2027, responde a demandas por prova de fundos, fortalecendo a proteção ao investidor. A partir de novembro de 2026, bancos não poderão operar com exchanges sem licença no Brasil, vedando acesso a serviços financeiros como contas e pagamentos. Essa medida força a formalização de plataformas estrangeiras, restringindo operações não regulamentadas. O pacote regulatório não proíbe a autocustódia, mas estabelece rastreamento de movimentações relevantes. A implementação escalonada adiciona camadas de controle ao ecossistema de criptoativos, tratando-os com a mesma seriedade de ativos financeiros tradicionais.
FONTE ORIGINAL:
https://blocktrends.com.br/banco-central-monitorar-bitcoin-autocustodia-regras
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