Voltar ao Observatório
Ouvir artigo
Compartilhar artigo
Abrir preferências de leitura
Tema
Claro
Sépia
Escuro
Tamanho da Fonte
A-
A+
Estilo da Fonte
Inter (Moderno)
Roboto (Clean)
Merriweather (Serifada)
Lora (Elegante)
Courier (Máquina)
Linhas de crédito da MP 1.376 atenderam apenas 9,9% da dívida rural gaúcha, diz Farsul
Publicado em: 29/09/2026 17:33
Levantamento da Assessoria Econômica da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) mostra que a Medida Provisória 1.376/2026 atendeu, até o momento, a uma pequena fração do endividamento rural do estado. A análise se apoia no painel de acompanhamento do Banco Central e identifica o quanto foi contratado com base no texto publicado em 15 de julho, que autorizou linhas especiais para composição, liquidação ou amortização de dívidas de produtores rurais afetados por quebras de safra e eventos climáticos. No Rio Grande do Sul, as operações contratadas somam R$ 4,47 bilhões, equivalente a 9,9% do saldo problemático do crédito rural gaúcho, de R$ 45 bilhões. No Brasil, foram R$ 5,27 bilhões contratados, o que representa 2,5% do saldo problemático nacional, de R$ 207,4 bilhões, com o estado concentrando 85% de tudo o que foi contratado no país. A entidade indica que o resultado confirma uma projeção feita ainda em julho, quando uma amostra de produtores apontou que apenas 11,7% do saldo devedor caberia nas regras da medida, mesmo com premissas favoráveis ao produtor. O levantamento mostra que, na soma das contratações, o custeio respondeu por 71,1% do valor e a rolagem de operações já renegociadas pela MP 1.314/2025, por 26,3%. A linha de investimento ficou com 1%, enquanto CPR e capital de giro sequer aparecem no painel. Sicredi e Banrisul foram responsáveis por 89% do valor contratado no estado, ao passo que o montante ofertado pelo Banco do Brasil foi de R$ 0,29 bilhão. A Farsul ressalta que, enquanto a medida contratava R$ 4,47 bilhões no estado, o saldo problemático seguiu em alta, com aumento de R$ 5,1 bilhões entre abril e julho de 2026 — mais do que tudo o que foi contratado no território gaúcho. Segundo os cálculos da entidade, o saldo equivale a 41,3% de toda a carteira de crédito rural do estado e é cinco vezes maior do que em janeiro de 2024, antes da enchente. A Federação aponta que o relatório do deputado Paulo Pimenta (PT/RS), relator da MP na Comissão Mista, corrige parte das distorções apontadas e amplia o acesso à linha — incluindo produtores em dia, capital de giro, CPR em dia e dívida refinanciada fora do crédito rural — além de alterar a data de corte da inadimplência, de 31/05 para 31/08/2026, e aceitar CPR em atraso emitida a favor de cooperativas de produção e fornecedores de insumos. O texto também prevê que quem renegociou pela MP 1.314 poderá voltar a ter acesso caso comprove perda nova e posterior. O levantamento registra que a MP perde validade em 11 de novembro e que a contratação encerra no dia seguinte, exigindo o trâmite pela Comissão Mista, pela Câmara e pelo Senado, a sanção presidencial e nova resolução do CMN. A entidade considera fundamental a votação do relatório até quinta-feira, 1º de outubro, e ainda defende ajustes ao texto, como a contagem do prazo de contratação a partir da publicação da lei, a ampliação da janela de parcelas de investimento e a inclusão das parcelas do Fundo Social que vencem em 2026.
FONTE ORIGINAL:
https://www.canalrural.com.br/agricultura/linhas-de-credito-da-mp-1-376-atenderam-apenas-99-da-divida-rural-gaucha-diz-farsul
⚠️
Aviso Importante
Este conteúdo foi coletado e processado com o auxílio de inteligência artificial.
Podem ocorrer imprecisões na extração. Recomendamos consultar a fonte original, especialmente para informações sensíveis.
Todos os direitos e créditos pertencem à fonte original, disponível no link acima.
0%
0.5x
0.75x
1.0x
1.25x
1.5x
2.0x