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Cartão rotativo a 449,4%: o que muda no risco de crédito

Publicado em: 29/09/2026 17:32
Cartão rotativo a 449,4%: o que muda no risco de crédito
A taxa anualizada do rotativo cobrada de pessoas físicas passou de 436,2% para 449,4% em agosto, segundo o Banco Central, interrompendo o alívio observado em julho e recolocando a linha emergencial entre as mais caras do sistema financeiro. Na mesma divulgação, o teto do rotativo para capital de giro — linha que financia o dia a dia de empresas com caixa apertado — chegou a 40,4% ao ano, maior patamar da série histórica do BC, enquanto a inadimplência dessa modalidade bateu recorde de 12%. No varejo, o indicador agregado do cartão, que soma rotativo e parcelado, avançou de 93,1% para 97,8%, com o parcelado em 189,3% e 192,1% no período comparado. O consignado privado subiu de 53,9% para 56,3%, o maior nível desde março. A distância entre o indicador agregado e a taxa do rotativo dimensiona o peso da linha emergencial; na ponta do consumidor, o encarecimento do rotativo costuma aparecer com atraso nos índices de inadimplência, porque quem entra nessa linha normalmente já recorreu a alternativas mais baratas de crédito. O material aponta que custo e calote subindo juntos indicam deterioração na qualidade do crédito corporativo, não apenas encarecimento. O rotativo é descrito como a linha mais rentável e mais arriscada do varejo: taxas próximas de 450% ao ano sustentam receita de crédito, mas o recorde de inadimplência no capital de giro mostra que a pressão de calote não se restringe à pessoa física. Historicamente, encarecimento do crédito combinado a piora nos atrasos costuma anteceder perdas maiores reconhecidas nos balanços de instituições com carteira relevante. Nas empresas, o juro geral recuou 1 ponto percentual em agosto, para 24,2%, com a queda mensal convivendo com avanço de 0,7 p.p. no acumulado do ano frente ao mesmo intervalo de 2025 — alívio pontual, sem reversão da trajetória mais cara. A leitura fica para setembro, quando os dados divulgados pelo BC indicarão se agosto foi retomada de alta ou apenas oscilação; o consignado privado entra na lista de pontos a monitorar e a inadimplência do capital de giro segue como o termômetro mais sensível, enquanto ela escalar, a percepção de risco do crédito corporativo tende a acompanhar.
FONTE ORIGINAL:
https://www.ativovirtual.com.br/avnews/artigos/cartao-rotativo-a-4494-o-que-muda-no-risco-de-credito
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