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Endividamento das famílias sobe a 49,9% em julho e volta a nível recorde
Publicado em: 29/09/2026 09:40
O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro atingiu 49,9% em julho, igualando o recorde histórico da série, segundo dados do Banco Central divulgados em 29 de setembro. O indicador subiu de 49,7% em junho e voltou ao patamar recorde após oscilar entre 49,9% e 49,7% desde o início do ano. Descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento permaneceu em 30,8% de junho para julho. O comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional ficou estável, em 28,7%, e em 26,4% sem os empréstimos imobiliários. A taxa de inadimplência nas operações de crédito livre subiu de 6,4% em julho para 6,6% em agosto. Entre pessoas físicas, avançou de 7,8% para 8,0%, e entre empresas, de 4,2% para 4,3%. No crédito direcionado, com recursos da poupança e do BNDES, a inadimplência subiu de 2,9% para 3,0%. No crédito total, considerando operações livres e direcionadas, a taxa passou de 4,9% para 5,0%. A taxa média de juros no crédito livre subiu de 47,7% em julho para 48,5% em agosto, ante 46,2% em agosto de 2025. Para pessoas físicas, a taxa média passou de 60,3% para 61,7%, enquanto a cobrada das empresas recuou de 25,2% para 24,2%. O crédito consignado subiu de 28,4% para 29,0%, o crédito pessoal sem consignação passou de 111,0% para 110,2%, o cheque especial recuou de 137,0% para 136,4% e o financiamento de veículos caiu de 26,5% para 26,4%. O spread médio nas operações de crédito livre subiu de 33,8 para 34,7 pontos porcentuais, chegando a 47,5 pontos para pessoas físicas. No consignado privado, as concessões para trabalhadores do setor privado caíram 0,9% em agosto, comparado a julho, passando de R$ 8,832 bilhões para R$ 8,756 bilhões. O saldo da modalidade, porém, cresceu 3,6%, de R$ 117,810 bilhões para R$ 122,086 bilhões. O juro médio do modelo Crédito do Trabalhador subiu 2,4 pontos porcentuais, de 53,9% para 56,3% ao ano, sem que a expectativa de queda gradual das taxas desde o lançamento do programa se confirmasse. Desde o fim de junho, é possível usar o FGTS como garantia nessas operações, o que limita a taxa a 1,99% ao mês, ou 26,7% ao ano. As concessões de crédito livre dos bancos recuaram 0,4% em agosto para R$ 647,9 bilhões, embora acumulem alta de 11% em 12 meses. O estoque total de crédito do sistema financeiro cresceu 0,5% entre julho e agosto, para R$ 7,398 trilhões, com alta de 9,2% em 12 meses. O estoque de crédito direcionado para habitação por pessoas físicas chegou a R$ 1,431 trilhão, alta de 13,8% em 12 meses, e o estoque de crédito livre para compra de veículos por pessoas físicas atingiu R$ 415,527 bilhões, com avanço de 10,9% no mesmo período. As operações de crédito em relação ao PIB passaram de 55,5% para 55,4% de julho para agosto.
FONTE ORIGINAL:
https://viva.com.br/dinheiro/endividamento-das-familias-sobe-a-499-em-julho-e-volta-a-nivel-recorde.html
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