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Inadimplência das famílias sobe e renova recorde em agosto, diz Banco Central

Publicado em: 29/09/2026 09:31
Inadimplência das famílias sobe e renova recorde em agosto, diz Banco Central
O Banco Central divulgou, nesta terça-feira, dados que confirmam a renovação do recorde de inadimplência das famílias em agosto. A taxa subiu de 5,8% em julho para 6,0%, o maior patamar desde março de 2011. Em crédito livre — modalidades em que os juros são pactuados livremente entre banco e tomador — a inadimplência passou de 7,8% para 8,0%, também a maior da série histórica. No crédito direcionado, a inadimplência pessoa física recorde subiu de 3,4% para 3,6%. A trajetória de alta prossegue mesmo sob os efeitos do Desenrola 2.0, lançado em maio pelo governo federal para propiciar a renegociação de dívidas das famílias com juros mais baratos. Diante disso, a gestão do governo lançou mais uma modalidade do programa, agora com a compra de dívidas pela União. Os indicadores de endividamento e comprometimento de renda, com defasagem de dois meses em relação ao período da divulgação, também mostram pressão sobre o orçamento das famílias. O comprometimento com o pagamento de dívidas se manteve no recorde da série histórica em julho, em 28,7%; sem considerar o financiamento imobiliário, ficou em 26,4%, mesmo patamar de junho. O endividamento — percentual de dívidas em relação à renda geral — voltou ao maior patamar da série histórica, subindo de 49,7% para 49,9%; sem crédito habitacional, o indicador ficou em 30,8%. Segundo a reportagem, esses números reforçam a preocupação com o mercado de crédito do país, na mira dos bancos, de especialistas e das autoridades. No campo empresarial, acumulam-se notícias sobre recuperações judiciais e extrajudiciais. Em outra frente, o governo lançou na última sexta-feira o Desenrola 3.0, modalidade em que a União vai comprar carteiras de dívidas bancárias e não bancárias com deságio, selecionadas por meio de leilão, e repassar o desconto aos devedores, que poderão pagar à vista ou parcelado. O desenho difere das versões anteriores, em que o governo somente garantia, por meio de fundo público, as renegociações de dívida. Dados citados na reportagem indicam que cerca de 30% das operações repactuadas no Desenrola 2.0, lançado em maio, tinham parcelas em aberto em setembro. Além dos programas do governo, o Banco Central anunciou que prepara medidas para mitigar o risco de crédito, sobretudo considerando a composição de modalidades onerosas na dívida das famílias diante do comprometimento de renda recorde.
FONTE ORIGINAL:
https://18horas.com.br/economia/inadimplencia-das-familias-sobe-e-renova-recorde-em-agosto-diz-banco-central
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