IBeGI
Tema
Tamanho da Fonte
Estilo da Fonte

Inadimplência do consumidor nas operações de crédito atinge 8% em agosto, novo recorde histórico

Publicado em: 29/09/2026 09:03
Inadimplência do consumidor nas operações de crédito atinge 8% em agosto, novo recorde histórico
A inadimplência do consumidor pessoa física em operações de crédito bancário atingiu novo recorde em agosto, segundo dados do Banco Central. Nos contratos com recursos livres, em que as taxas são livremente pactuadas pelo mercado, o indicador de atraso superior a 90 dias subiu de 7,8% em julho para 8% no mês seguinte. De forma agregada, a inadimplência do consumidor saltou de 5,8% para 6% no mesmo intervalo, também recorde. Mesmo com o recente ciclo de cortes da Selic, a taxa média de juros da economia interrompeu uma sequência de três meses de queda e avançou 0,2 ponto percentual em agosto, para 32,3% ao ano. O Banco Central atribuiu o movimento ao crescimento de linhas mais arriscadas, como o rotativo e o parcelado do cartão de crédito. Nas operações com recursos livres, a taxa média subiu 0,8 ponto, para 48,5% ao ano, e nas contratadas por pessoas físicas, 0,7 ponto, para 38,2% anuais. O rotativo do cartão foi a modalidade com maior alta de estoque entre julho e agosto (4,8%). Sua taxa média de juros subiu para 444,9% ao ano em agosto, acréscimo mensal de 8,7 pontos percentuais, e sua inadimplência avançou de 65,5% para 66,2%, patamar recorde. No parcelado do cartão, os juros foram de 189,3% para 192,1% ao ano, segunda opção de crédito mais cara do mercado. Em contratos de pessoas físicas com recursos livres, o indicador de atraso subiu de 7,1% para 8%; no crédito pessoal consignado no setor privado, de 10% para 10,6%; no não consignado, de 10,6% para 11%; e no cheque especial, caiu de 16,31% para 15,34%. Os dados foram divulgados em momento em que o governo federal lança a terceira edição do programa de renegociação de dívidas Desenrola, que prevê aquisição e reestruturação de dívidas com atraso entre dois e dois anos e meio, com foco no cartão de crédito (parcelado e rotativo) e no crédito pessoal sem consignação em folha de até R$ 10 mil. A estimativa oficial é de que até 15 milhões de pessoas possam ser beneficiadas, renegociando até R$ 150 bilhões em dívidas. O endividamento das famílias, medido pelo saldo das dívidas sobre a renda acumulada em 12 meses, subiu para 49,9% em julho (alta de 0,2 ponto no mês e de 1,1 ponto em 12 meses), enquanto o comprometimento de renda ficou estável em relação a junho, em 28,7%, com alta de 1,4 ponto no acumulado anual. O estoque de crédito do Sistema Financeiro Nacional subiu 0,5% entre julho e agosto, puxado pelas operações direcionadas e pelas pessoas físicas (ambas com alta de 0,8%). O próprio Banco Central prometeu medidas para as próximas meses para lidar com o endividamento em linhas caras, e o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, defendeu medidas macroprudenciais, de transparência e de cidadania financeira para o processo de contratação dessas linhas. Especialistas citados apontaram renda insuficiente frente ao custo de vida e o prolongamento da Selic em 15% ao ano entre junho de 2025 e março de 2026, período em que a taxa básica ficou em 15% e hoje está em 13,75% ao ano.
FONTE ORIGINAL:
https://valor.globo.com/financas/noticia/2026/09/29/inadimplencia-nas-operacoes-de-credito-atinge-5percent-novo-recorde-novo-recorde-historico.ghtml
⚠️ Aviso Importante

Este conteúdo foi coletado e processado com o auxílio de inteligência artificial.
Podem ocorrer imprecisões na extração. Recomendamos consultar a fonte original, especialmente para informações sensíveis.
Todos os direitos e créditos pertencem à fonte original, disponível no link acima.
0%