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As bets estão proibidas novamente: e agora, varejo?

Publicado em: 30/09/2026 16:18
As bets estão proibidas novamente: e agora, varejo?
O texto apresenta o cenário do varejo brasileiro a partir do ICVA (Índice de Comércio do Varejo Ampliado), da Cielo, segundo o qual a queda deflacionada de faturamento em agosto de 2026 foi de 2% frente ao período anterior, marcando o 15º mês consecutivo de retração do setor e o pior agosto desde a pandemia, em 2020. O autor compara esses números com as projeções e resultados do PIB brasileiro no período e com resultados publicamente divulgados por empresas de e-commerce, descrevendo os dados como estarrecedores. A coluna relaciona o desempenho do setor a um conjunto de fatores descritos como fórmula amplamente conhecida: juros altos, famílias endividadas ao limite extremo e desemprego historicamente baixo, com renda familiar muito limitada. O varejo é apresentado como reflexo da pujança (ou não) da economia nacional, contexto de endividamento que situa o tema de inadimplência no centro da análise. O artigo também atribui a queda de consumo a uma drenagem de valor causada por apostas. Segundo dados da CNC citados no texto, entre 2023 e março de 2026 — ainda antes da Copa do Mundo — houve migração de aproximadamente R$ 143 bilhões do consumo tradicional para apostas, tigrinhos e afins, valor equivalente às despesas das famílias nos Natais de 2024 e 2025 somados. O autor registra ainda reclamações recorrentes de líderes do varejo, incluindo executivos-chave, sobre o impacto das bets em suas operações. No plano regulatório, a coluna informa que em 25 de setembro o governo federal editou a MP 1.394, que proíbe a exploração, a oferta e a publicidade de apostas de quota fixa (as chamadas bets) e cassinos online no Brasil. Segundo o texto, a partir daí o dinheiro destinado às apostas irá para operadores ilegais ou voltará a ter outras destinações por seus possuidores. O autor declara não entrar no mérito se as bets deveriam existir ou voltar em novo formato. O artigo avalia que o setor ainda tem muito a fazer em termos de gestão, citando estudos setoriais de experiência do cliente — RPI da Dunnhumby, NPS Benchmarking e Ranking IBEVAR-FIA — que, à exceção de algumas marcas líderes, mostram pouca evolução dos varejistas em indicadores de excelência em serviço. Para competir, o texto aponta como demandas o uso de novas tecnologias, marcadamente inteligência artificial, além de gestão de estoque, ruptura, logística, liderança em preço, promoções, recompensas e sortimento. Sobre investimento em tecnologia, a coluna cita o Connected Shoppers Report, da Salesforce, segundo o qual 73% dos varejistas brasileiros pretendem ampliar seus investimentos em IA e 82% acreditam que a tecnologia será fundamental para se manter competitivo no mercado dentro de um ano. O artigo conclui com a questão do que será feito para evitar novos meses consecutivos de decréscimo real do setor e observa que, com as bets temporariamente fora do foco, o problema de gestão fica mais evidente. O texto é assinado por Fernando Moulin, CEO & Founder da Polaris Group, professor, palestrante internacional e especialista em dados, transformação digital e experiência do cliente.
FONTE ORIGINAL:
https://portalmakingof.com.br/as-bets-estao-proibidas-novamente-e-agora-varejo
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