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Taxa de desemprego cai para 5,3%, a menor para o trimestre até agosto
Publicado em: 30/09/2026 14:54
A taxa de desemprego no trimestre encerrado em agosto ficou em 5,3%, a menor já registrada para o período desde 2012, ano em que se inicia a série histórica do IBGE. O resultado representa recuo em relação ao trimestre móvel até maio (5,6%) e ao mesmo período do ano anterior (5,6%), e foi classificado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda como em linha com a expectativa de analistas do mercado. Os dados constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. O levantamento mostra recorde na população ocupada, que atingiu 103,5 milhões de pessoas, alta de 0,8% (mais 774 mil trabalhadores) em relação ao trimestre até maio. A indústria geral (2%) e a construção (4,1%) foram os setores que puxaram a alta da ocupação. O número de empregados do setor privado com carteira assinada chegou a 39,5 milhões, também recorde, enquanto a população desocupada recuou 4,6% no trimestre, para 5,8 milhões. A pesquisa registra ainda a maior massa salarial já apurada, de R$ 385,6 bilhões no trimestre, com crescimento de 1,4% no período e de 4,8% em um ano. O texto aponta que esse montante é usado para consumo, pagamento de dívidas, investimentos e poupança. O rendimento mensal médio do trabalhador ficou em R$ 3.777, ante R$ 3.752 no trimestre anterior. A taxa de informalidade foi de 37,5% (38,8 milhões de pessoas), frente a 37,3% no trimestre anterior. Outro ponto do levantamento é o recorde de trabalhadores contribuintes para institutos de previdência: 68,5 milhões de pessoas, ou 66,2 de cada 100 trabalhadores. A taxa de informalidade foi de 37,5%, o que representa 38,8 milhões de pessoas, sem garantias como seguro-desemprego, férias e 13º salário. Segundo o IBGE, a PNAD Contínua apura o mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais, abrangendo todas as formas de ocupação, e visita 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal. O menor desemprego já registrado pela PNAD foi 5,1%, no último trimestre de 2025, e a maior taxa foi de 14,9%, atingida nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, durante a pandemia de covid-19. O maior registro histórico de ocupados, carteiras assinadas e massa salarial tem consequência direta para a análise de crédito e de capacidade de pagamento das famílias, à medida que amplia a base de pessoas com renda formalizada e contribuição previdenciária. A permanência de elevada informalidade, porém, segue como fator relevante para risco, dada a ausência de garantias associadas a essa parcela da população ocupada.
FONTE ORIGINAL:
https://www.sincovaganoticias.com.br/taxa-de-desemprego-cai-para-53-a-menor-para-o-trimestre-ate-agosto
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