Voltar ao Observatório
Ouvir artigo
Compartilhar artigo
Abrir preferências de leitura
Tema
Claro
Sépia
Escuro
Tamanho da Fonte
A-
A+
Estilo da Fonte
Inter (Moderno)
Roboto (Clean)
Merriweather (Serifada)
Lora (Elegante)
Courier (Máquina)
Moody's vê crédito apertado para empresa com dívida até 2028
Publicado em: 30/09/2026 14:00
A Moody's Ratings projeta que o perfil de crédito das empresas não financeiras e de infraestrutura no Brasil seguirá pressionado até 2027. O relatório aponta queda superior a 3% no Ebitda agregado das companhias com rating no país no próximo ano, com Ebitda agregado de US$ 144,5 bilhões em 2027, ante US$ 149,4 bilhões previstos para 2026. Segundo a agência, a combinação de juros elevados, alavancagem e custos maiores vai restringir a geração de caixa e reduzir o acesso das empresas a novos recursos, enquanto riscos de governança e de liquidez tendem a enfraquecer a qualidade do crédito corporativo. A relação entre dívida e Ebitda deve subir, e a redução do endividamento, quando ocorrer, virá sobretudo de vendas de ativos e reestruturações, e não de aumento na geração de caixa. A pressão já aparece nas notas: entre janeiro e setembro, a agência registrou 20 ações de rating negativas no país, e cerca de 23% das empresas não financeiras avaliadas tinham perspectiva negativa em 15 de setembro. O relatório considera a Selic em 13,75% ao ano, a maior taxa entre as principais economias, e lembra que o boletim Focus projeta juros de 12% ao fim de 2027. Quase um terço da dívida com rating das empresas brasileiras é indexado a taxas flutuantes, com exposição em varejo, distribuição de combustíveis, proteína animal, locação de veículos, açúcar e etanol, energia e saneamento. A Moody's avalia que as companhias terão poucas opções para refinanciar dívidas ou reduzir a alavancagem; sem acesso imediato ao mercado internacional, empresas com vencimentos relevantes até 2028 devem recorrer a empréstimos bilaterais, captações no mercado doméstico ou outras medidas de liquidez. O relatório cita casos que chegaram à reestruturação, como a adesão de 75% dos credores a um plano de recuperação extrajudicial da Raízen para R$ 65 bilhões em dívidas e o pedido de recuperação extrajudicial da Braskem para renegociar US$ 10,9 bilhões. No caso da CSN, a agência classificou como distressed exchange a troca de dívida feita pela subsidiária de mineração. O quadro também aparece nos tribunais: o Monitor RGF registrou 6.382 empresas em recuperação judicial ao fim do primeiro semestre, alta de 22% em 12 meses. Emissores de infraestrutura enfrentam risco adicional por dependerem de financiamento externo, e a agência aponta o conflito no Oriente Médio e o El Niño como fontes de pressão sobre combustíveis, geração hidrelétrica e safras. A agência lembra que a taxa de default da América Latina segue alinhada às médias globais e abaixo dos níveis de 2023 e 2024, mas que as crises de liquidez em parte das empresas criaram aversão dos investidores ao risco de crédito brasileiro.
FONTE ORIGINAL:
https://capitalaberto.com.br/economia-e-financas/2026/09/moody-s-ve-credito-apertado-para-empresa-com-divida-ate-2028
⚠️
Aviso Importante
Este conteúdo foi coletado e processado com o auxílio de inteligência artificial.
Podem ocorrer imprecisões na extração. Recomendamos consultar a fonte original, especialmente para informações sensíveis.
Todos os direitos e créditos pertencem à fonte original, disponível no link acima.
0%
0.5x
0.75x
1.0x
1.25x
1.5x
2.0x