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Crédito (Ago/26): Crédito segue resiliente, mas inadimplência recorde reforça deterioração à frente

Publicado em: 30/09/2026 07:00
Crédito (Ago/26): Crédito segue resiliente, mas inadimplência recorde reforça deterioração à frente
As operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) somaram R$ 7,40 trilhões em agosto, com avanço de 9,2% em 12 meses, frente a 9,3% no mês anterior e 10,4% no mesmo período de 2025. O crescimento dos saldos combinou altas de 7,1% para pessoas jurídicas e de 10,5% para pessoas físicas. Na composição por modalidade, o crédito com recursos livres avançou 6,5% em 12 meses, ante 6,7% em julho, enquanto o direcionado cresceu 12,9%, praticamente estável em relação ao mês anterior. Na margem, o saldo total subiu 0,5% no mês, com expansão de 0,8% para as famílias e ligeiro recuo de 0,1% para as empresas. As concessões totais, na série com ajuste sazonal, aumentaram 1,7% no mês, para R$ 738,8 bilhões, após recuo de 0,5% em julho. O resultado foi desigual entre modalidades: as concessões livres avançaram 3,3% no mês e as direcionadas recuaram 12,2%, com a expansão do livre compensando a retração do direcionado na leitura mensal. A média móvel trimestral das concessões livres subiu de 0,5% para 1,3%, enquanto a do direcionado passou de alta de 1,1% para queda de 4,7%. Em pessoas físicas, as concessões livres somaram R$ 346,6 bilhões em agosto. O cartão de crédito avançou 10,6% em 12 meses, com o rotativo crescendo 25,1% e o parcelado 14,0%. O consignado para trabalhadores do setor privado aumentou 44,3% em 12 meses, mas recuou 0,9% no mês, e o consignado para servidores públicos caiu 3,6% em 12 meses. Em pessoas jurídicas, as concessões livres somaram R$ 301,3 bilhões, com alta de 23,9% em 12 meses, impulsionadas por capital de giro (+118,0%), antecipação de faturas de cartão (+31,7%) e desconto de duplicatas (+19,1%), enquanto a aquisição de veículos recuou 22,9% e o financiamento às exportações caiu 28,7%. O custo do crédito subiu em agosto. A taxa média de juros das novas operações avançou 0,2 p.p., de 32,1% para 32,3% a.a., e o spread bancário aumentou 0,3 p.p., para 21,2 p.p. Entre as famílias, a taxa das novas operações subiu 0,7 p.p., para 38,2% a.a., e no crédito livre atingiu 61,7% a.a. Nas empresas, o recuo de 1,0 p.p. resultou em 19,8% a.a. No crédito livre, a taxa PJ caiu 1,0 p.p., para 24,2% a.a., enquanto a PF avançou 1,4 p.p., para 61,7% a.a. O Indicador de Custo do Crédito (ICC) ainda não apresenta observação de agosto; a última leitura, de julho, ficou em 24,1% a.a., com 17,5% a.a. para empresas e 28,2% a.a. para famílias. A inadimplência com atrasos superiores a 90 dias voltou a subir em agosto. A taxa da carteira total do SFN avançou 0,1 p.p. no mês e 0,9 p.p. em 12 meses, para 5,0%. Entre as famílias, subiu 0,2 p.p. no mês e 1,1 p.p. em 12 meses, para 6,0%. No crédito livre, a taxa atingiu 6,6%, com PJ em 4,3% e PF em 8,0%. No direcionado, o total passou de 2,9% para 3,0%. A inadimplência total, a das famílias no agregado e a das famílias no crédito livre renovaram as máximas da série disponível desde março de 2011. O endividamento das famílias chegou a 49,9%, com alta de 1,1 p.p. em 12 meses, e o comprometimento da renda com dívidas atingiu 28,7%, com avanço de 1,4 p.p. no mesmo intervalo. A leitura de agosto combina crescimento dos saldos e recuperação das concessões ajustadas com nova piora da inadimplência e altas das taxas para famílias, mantendo o crédito resiliente no presente e reforçando perspectiva de perda gradual de impulso nas próximas leituras, sobretudo para as famílias.
FONTE ORIGINAL:
https://analisa.genialinvestimentos.com.br/macroeconomia-brasil/Rascunho-Economia-Credito-30092026-0149
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