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Caixa pode ganhar nova função na renegociação de dívidas
Publicado em: 01/10/2026 17:02
A Caixa Econômica Federal pode ampliar sua atuação na renegociação de dívidas enquanto outro programa operado pelo banco e pelo Banco do Brasil ainda lida com dificuldades de implementação. O Desenrola Adimplentes precisou de mais prazo após não começar imediatamente por motivos operacionais. A MP do Desenrola 3.0 abre outra frente possível para os dois bancos públicos, desta vez na compra e na gestão de carteiras inadimplentes. Em 2025, a Caixa tinha 157,2 milhões de clientes e presença em mais de 98% dos municípios brasileiros, além de 3,9 mil agências e postos e 20,9 mil lotéricos e correspondentes Caixa Aqui. A própria instituição relaciona essa capilaridade à operacionalização de políticas públicas. No Desenrola Adimplentes, Caixa e Banco do Brasil são agentes financeiros de uma linha para determinados tomadores reorganizarem dívidas de crédito pessoal, com União autorizada a destinar até R$ 3 bilhões, observada a disponibilidade orçamentária e financeira. A exposição de motivos da MP 1.393 registra que a implementação não começou logo após a criação da modalidade por razões operacionais e propõe ampliar para 120 dias o período de oferta e celebração dos acordos. O documento informa ainda que a extensão não cria novo impacto orçamentário, porque os recursos já haviam sido repassados a Caixa e Banco do Brasil. A experiência do Adimplentes não antecipa como funcionará o Desenrola 3.0, porque os mecanismos são diferentes. No Desenrola 3.0, a União poderá adquirir carteiras de dívidas de pessoas físicas detidas por instituições financeiras e outras empresas credoras, incluindo créditos originados de operações financeiras, comerciais ou de prestação de serviços. A exposição de motivos prevê que o Ministério da Fazenda poderá contratar Caixa ou Banco do Brasil para operacionalizar o procedimento competitivo e administrar as carteiras adquiridas, entre outras atribuições previstas, como cobrança em nome da União. O limite das despesas federais relacionadas à nova modalidade é de R$ 15 bilhões, condicionado à disponibilidade orçamentária e financeira. A presença da Caixa na renegociação de dívidas não significa que o governo já tenha escolhido o banco para comandar o Desenrola 3.0: a MP coloca Caixa e Banco do Brasil como alternativas, e a Fazenda ainda deverá regulamentar condições de implementação, regras do procedimento competitivo e requisitos das propostas. A medida provisória está em vigor desde 25 de setembro e permanece sujeita à análise do Congresso. A Caixa também aparece no plano de renegociação apresentado pela campanha de Flávio Bolsonaro, cujo desenho permanece proposta eleitoral, sujeita ao resultado eleitoral e a eventual implementação posterior.
FONTE ORIGINAL:
https://economicnewsbrasil.com.br/2026/10/01/caixa-renegociacao-de-dividas-nova-funcao
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