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Com queda nos preços dos alimentos, consumo nos lares brasileiros cresce 3,28% em julho
Publicado em: 01/10/2026 13:44
O consumo nos lares brasileiros cresceu 3,28% em julho frente ao mesmo período do ano anterior, segundo monitoramento da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), com avanço de 3,01% na comparação mensal. Os dados são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, e abrangem todos os formatos de supermercados. Entre janeiro e julho de 2026, o consumo acumulou alta de 2,67%, praticamente repetindo os 2,66% do mesmo período de 2025, sobre uma base que já crescia no ano anterior. A trajetória divergiu entre os dois anos: em 2025 houve avanço gradual até julho, enquanto em 2026 o indicador ganhou força entre março e maio, desacelerou em junho e voltou a acelerar em julho. O desempenho ocorreu em ambiente de menor pressão de preços: no IPCA, o grupo Alimentação e Bebidas recuou 0,67% no mês, e a alimentação no domicílio caiu 1,14%, reduzindo a pressão sobre o orçamento familiar. O calendário de pagamentos também colocou recursos em circulação, com o sexto lote do Abono Salarial PIS/PASEP (cerca de R$ 5,4 bilhões a 4,34 milhões de trabalhadores), transferências do Bolsa Família (cerca de R$ 13 bilhões para 19,3 milhões de famílias), liberação do Conselho da Justiça Federal (R$ 2,9 bilhões em decisões judiciais) e a segunda parcela de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (R$ 16 bilhões a 9,6 milhões de contribuintes). Segundo a PNAD Contínua, do IBGE, a taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho, ante 5,8% no trimestre anterior e 5,6% no mesmo período de 2025. O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos alcançou R$ 3.762, com crescimento de 3,3% no ano, e a massa de rendimento real habitual chegou a R$ 383,5 bilhões, alta de 4,1% no ano. Os dados da NielsenIQ mostram mudança na composição da cesta: itens na faixa de maior preço passaram de 12,5% em julho de 2025 para 13,4% em julho de 2026, enquanto os de menor preço avançaram de 54,6% para 55,3% e a faixa intermediária recuou de 32,9% para 31,3%. Segundo a ABRAS, o avanço simultâneo das faixas extremas não indica migração generalizada para produtos mais caros, mas composição mais seletiva da cesta, com comportamentos distintos por categoria.
FONTE ORIGINAL:
https://wscom.com.br/economia/2026/10/01/com-queda-nos-precos-dos-alimentos-consumo-nos-lares-brasileiros-cresce-328-em-julho
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