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Pesquisa da Febraban aponta avanço de 8,9% no crédito e corte adicional na taxa Selic em 2026

Publicado em: 06/10/2026 17:18
Pesquisa da Febraban aponta avanço de 8,9% no crédito e corte adicional na taxa Selic em 2026
A Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas aponta que a carteira de crédito total do sistema financeiro nacional deve registrar expansão de 8,9% ao longo de 2026, de acordo com as estimativas compiladas pelo levantamento. O levantamento foi realizado entre os dias 22 e 28 de setembro junto a 20 instituições bancárias e é divulgado periodicamente a cada 45 dias, logo após a publicação da ata do Copom. A maioria das instituições consultadas projeta desaceleração gradual na concessão de financiamentos durante o segundo semestre de 2026, em meio à atuação de programas governamentais de apoio produtivo e à resiliência do mercado de trabalho formal. Dentre os respondentes, 55% esperam arrefecimento moderado, 30% avaliam desaceleração mais acentuada e o restante antecipa estabilidade no ritmo de crescimento. A taxa de expansão de 8,9% situa-se ligeiramente abaixo do patamar de 9,1% apontado pelo Banco Central em seu Relatório de Política Monetário referente ao segundo trimestre, diferença atribuída a ajustes técnicos de liquidez e a maior rigor nas políticas de concessão de risco pelas instituições privadas. Para 2027, as projeções apontam para expansão consolidada de 7,4% no saldo total de financiamentos, puxada predominantemente pela carteira de recursos direcionados (8,5%), enquanto a carteira de recursos livres tende a evoluir de forma mais contida, em 6,4%. Em 2026, a composição apresenta assimetria relevante: recursos direcionados devem avançar 11%, com operações corporativas estimadas em 13,4%, sustentadas por mecanismos públicos de incentivo e garantias para MPMEs, e pessoa física direcionada em 9,6%, com destaque para o crédito imobiliário. No crédito livre, o saldo consolidado deve crescer 7,1% no ano, com pessoa física em 9,6% e pessoa jurídica em apenas 3,5%, descompasso associado ao custo de capital, à concorrência com o mercado de capitais e à migração de pequenos negócios para programas com equalização de taxas e fundos garantidores. O levantamento também mapeou percepções sobre a saúde financeira dos tomadores: a taxa de inadimplência média da carteira livre está projetada em 6,1% para o fechamento de 2026, com leve redução para 5,9% ao término de 2027, pressionada por comprometimento de renda elevado e endividamento corporativo. No que se refere ao consumidor, 65% dos bancos consultados estimam que os índices de atraso acima de 90 dias devem manter trajetória de elevação até o fim de 2026, enquanto 30% antecipam estabilização no patamar do trimestre anterior. No campo monetário, 70% das instituições participantes antecipam ao menos um corte adicional na taxa Selic até o final de 2026, com mediana apontando 13,50% ao ano — projeção de 50% dos participantes que pressupõe redução de 0,25 ponto percentual em uma das reuniões de outono do Copom. Outros 30% avaliam manutenção da taxa e 20% projetam afrouxamento mais intenso, com Selic em 13,25% ou patamar inferior; nenhum respondente aposta em cortes na reunião de dezembro, com a mediana indicando retomada de ajustes em março de 2027. Sobre o cenário macroeconômico, 45% dos participantes esperam crescimento do PIB inferior ao consenso de mercado em 2026, enquanto 40% projetam avanço alinhado à mediana de 1,8%. No front inflacionário, 50% acreditam que o índice fechará o ano acima do consenso e 40% preveem patamar em torno de 4,9%. Quanto ao ambiente externo, 75% dos respondentes aguardam nova elevação de 0,25 ponto percentual nas taxas dos Estados Unidos antes do encerramento do exercício.
FONTE ORIGINAL:
https://brasilinovador.com.br/pesquisa-da-febraban-aponta-avanco-de-89-no-credito-e-corte-adicional-na-taxa-selic-em-2026
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